‘Achei que não ia sobreviver’, diz catarinense que estava no olho do furacão Irma

‘Achei que não ia sobreviver’, diz catarinense que estava no olho do furacão Irma
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Um casal de Joinville viveu momentos de pânico em um quarto de hotel durante a passagem do furacão Irma pelas Ilhas Virgens Britânicas, no mar do Caribe. Neste domingo (10), eles relataram à NSC TV que estavam na cidade de Tortolla, capital da ilha, na última quarta-feira (6) quando o tempo virou e a situação ficou sem controle. O veleiro em que o casal morava e viajava afundou após a passagem do furacão.

A dentista Mauriane Conte e o analista de sistemas Luiz Fernando da Silva viviam em um veleiro, chamado de Cascalho, e, ao saberem da passagem do furacão, reservaram vagas em um hotel da marina, fizeram estoque de comida e água. Eles, no entanto, não imaginavam que o Irma causaria uma destruição tão grande.

“A gente sabia que a situação era complicada e que tudo o que estava solto no chão ia voar. E foi isso que aconteceu. Nos só sentíamos pedaços de árvores, de troncos, batendo na nossa janela. Nós chegamos a duvidar que a nossa casa fosse aguentar”, disse Mauriane.

 

Ilhas Virgens Britânicas ficaram devastadas após furacão (Foto: Luiz Fernando Silva/Arquivo Pessoal)Ilhas Virgens Britânicas ficaram devastadas após furacão (Foto: Luiz Fernando Silva/Arquivo Pessoal)

Ilhas Virgens Britânicas ficaram devastadas após furacão (Foto: Luiz Fernando Silva/Arquivo Pessoal)

Terror no hotel

“O momento mais difícil foi quando pensei que ia arrebentar a porta do quarto [do hotel] e levar o teto. Achei que não ia sobreviver”, complementou Luiz.

 

Apesar de estarem seguros em um quarto de hotel, viveram momentos de grande tensão e medo.

“Nós colocamos mesa na porta, almofadas, um armário bem pesado e mesmo assim sentíamos a porta vibrar. A força do vento era muito forte. Meu amigo, que também estava lá, e eu, nos revezávamos para pressionar o armário na porta. Foi mais ou menos uma hora assim. Dava cãibra no braço, mas fomos resistindo. As meninas já estavam no guarda-roupa embutido”, contou Luiz.

“Houve momentos em que eu achei que não ia sobreviver”, disse Mauriane.

 

Cascalho afundou após passagem do furacão (Foto: Mauriane Conte/Arquivo Pessoal)Cascalho afundou após passagem do furacão (Foto: Mauriane Conte/Arquivo Pessoal)

Cascalho afundou após passagem do furacão (Foto: Mauriane Conte/Arquivo Pessoal)

Adeus, Cascalho

O casal morava dentro do veleiro Cascalho há pelo menos cinco anos e costumava fazer viagens no barco. Segundo Luiz e Mauriane, o barco estava amarrado para enfrentar furacões de categoria cinco, nível mais elevado na escala de furacões.

Além disso, eles tomaram todos os procedimentos necessários para não deixar o veleiro afundar. Ainda assim não adiantou, outro barco caiu de ponta cabeça em cima do veleiro e o afundou. Sobraram apenas algumas roupas e um chinelo.

“Eu olhei pela janela do hotel, abri bem rápido e não vi mais o nosso barco. Antes eu via o mastro. Foi aí que eu disse que o Cascalho se foi”, lamentou Luiz.

 

Ajuda a quem ficou

Além das Ilhas Virgens Britânicas, o furacão Irma atingiu na última quarta o México e Cuba. Os ventos na região chegaram a 290 Km/h, deixaram rastros de destruição, dezenas de desabrigados e 10 mortos.

“A gente são sabe o que fazer, não tem o que fazer. A gente não sabe o que fazer amanhã, não tem rumo”, desabafou Mauriane.

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