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Jaru, 29 de maio de 2024

Jaru: Vereadores impõem derrota ao seu presidente, que aponta Suposta Traição

A última sessão da Câmara de Vereadores de Jaru, realizada nesta segunda-feira (13), expôs rupturas e disputas Internas na Câmara Municipal com a derrota ao presidente da casa imposta por seus colegas.

Em pauta, o Projeto de Resolução nº 436/2024, de autoria do presidente Ilson Felix propunha a criação de um cargo de diretor de compras para a Casa Legislativa, com salário de R$ 4.427,10. Segundo Ilson, o cargo seria técnico, e contribuiria com uma carência em um setor burocrático do parlamento.

Após concluir a derrota Ilson Felix, expôs implicitamente que teria sido traído por seus colegas que supostamente garantiram o voto, porém voltaram atrás: “Eu tenho 53 anos, quando eu dou minha palavra eu mantenho”, disse o presidente demonstrando decepção.

A votação ocorreu de forma nominal, com cada vereador chamado pelo presidente da câmara para manifestar seu voto.  Até ai nenhuma anormalidade, até que a votação foi iniciada.

Vereador Amarelinho, ex-presidente da câmara, iniciou e votou “não” ao projeto. Após isso foi só ladeira abaixo. Dos 15 vereadores, 09 votaram “não” e 06 votaram “sim”.

Além do Vereador Amarelinho, votaram “não”, o Vereador Chiquinho do Cacau, Renato Cabeleireiro, Neuza Orlandini, Denisia do Carlinhos, Paulão do Esporte, Rafael Lopes, Professor Carlos e Damiana.

Vereador Paulão do Esporte, justificou que era contra o Projeto, pois considerava não ser o momento para criação de mais um cargo. Vereadora Damiana concordou com o colega por isso também votou contra.

Já a vereadora Sol de Verão votou “sim” e justificou que se havia legalidade e orçamento, não havia motivo para votar contra o projeto. Que confiava no Presidente Ilson Fêlix, e se o Presidente colocou o projeto em votação é porque havia a necessidade.

Após o voto da Vereadora Sol de Verão, o Presidente Ilson Fêlix, em tom de decepção declarou que: “muitas das vezes a pessoa que a gente menos confia é a que mais tem dignidade”, se referindo ao voto favorável da vereadora que é tida pelos demais vereadores como oposição.

Vereador Schimiti Patroleiro votou “sim” e justificou que o Presidente sempre foi parceiro de todos os colegas vereadores e que considerava importante ter pessoas capacitadas para ajudar nos trabalhos da câmara.

Vereador Valmir Carteiro votou “sim” e justificou a necessidade.

O vereador Rafael Lopes, mesmo após ter votado contra, solicitou a palavra para esclarecer que sua posição não era nada pessoal contra o presidente, mas sim uma decisão alinhada à maioria. Ele enfatizou que não se via como indigno por seguir a orientação da base, e destacou que a votação contrária era um “reflexo” da gestão do Presidente junto aos demais vereadores da base.

Após a rejeição do projeto, deu-se início a uma discussão acalorada entre os vereadores Paulão do Esporte, Chiquinho do Cacau, Schmitti Patroleiro e Ilson Fêlix.

O Presidente Ilson Fêlix acusou alguns colegas de vereança de terem se comprometido com o voto e, posteriormente, mudado de posição, dando a entender que se referia ao vereador Rafael Lopes. Embora outros vereadores tenham tentado justificar seus votos após a reprovação, a votação já estava encerrada, com o projeto rejeitado por 9 votos contra e 6 a favor.

A atmosfera de rivalidade criada entre o presidente e seus colegas, pode germinar em consequências individuais a cada um. A quem diga que o presidente sob muita irritação teria verbalizado em salas “acabou a farra das diárias, veículo agora terá restrições”, estas e outros benesses liberado sob o comando do Presidente de Câmara, podem ficar inacessíveis a alguns vereadores.

 

Repercussão e esclarecimento das diárias: 

 

Antes do projeto rejeitado, o tema foi as diárias dos vereadores que nesta última semana foi computada e divulgada pela imprensa.

Alguns vereadores fizeram uso da palavra para justificar suas despesas, e defender o benefício que custeia suas despesas de viagens em serviços.

Na semana passada, a Câmara Municipal de Jaru ganhou destaque estadual, após o canal SBT revelar que os vereadores da cidade utilizaram mais de R$ 800.000,00 em diárias, apenas nos últimos dois anos.

Muitos dos vereadores que votaram contra o projeto rejeitado nesta segunda, alegaram não ser o momento ideal para aumentar despesas da câmara, fazendo no mínimo uma contradição orçamentaria, pois muitos deles figuraram na liderança do ranking das diárias.

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