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Jaru, 23 de junho de 2024

Falso ganhador de loteria que levou R$ 73 milhões da Caixa é condenado

A Justiça Federal condenou M.X.L. e outras cinco pessoas por um golpe milionário contra uma agência da Caixa Econômica Federal de Tocantinópolis, no norte do estado de Tocantins, em dezembro de 2013. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), M. X. se passou por ganhador da Lotofácil e conseguiu levar pouco mais de R$ 73 milhões do banco.

Ele teria tido a ajuda do então gerente da agência, para completar a fraude e de outras quatro pessoas para fazer a lavagem e ocultação do dinheiro. As penas de cada um variam de cinco a 13 anos de prisão e multas.

A defesa do gerente disse que já preparou o recurso contra a decisão. O G1 não conseguiu falar com os advogados dos demais condenados.

Um sétimo acusado da fraude acabou sendo inocentado. A Justiça entendeu que não havia provas do envolvimento dele. O MPF disse que vai recorrer para pedir penas maiores aos outros envolvidos e a revisão da decisão de absolver o 7º envolvido.

Crime foi contra a Caixa Econômica Federal na agência de Tocantinópolis — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Crime foi contra a Caixa Econômica Federal na agência de Tocantinópolis — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O crime

O golpe foi revelado durante a Operação Éskhara, da Polícia Federal. A fraude teria levado três meses para ser arquitetada. O grupo apresentou uma Declaração de Acréscimo Patrimonial (DAPLoto) falsa ao banco. O documento é emitido pela Caixa quando será feito o pagamento de bilhete de loteria premiado.

Segundo o MPF, M.X. foi até a agência e foi atendido pessoalmente pelo gerente, mesmo com ele estando de férias. O gerente usou as próprias senhas para acessar os sistemas do banco e recebeu o envelope com a DAPLoto falsa. O concurso referente ao prêmio foi realizado em 5 de dezembro de 2013.

O gerente teria aberto uma conta com um nome falso para M.X. e realizado a transferência. Em seguida, foram feitas 15 novas operações para outras nove contas para tentar despistar a origem do dinheiro. Com a fraude, os criminosos teriam feito dezenas de transferências financeiras menores, comprado sete veículos zero km e até um avião para tentar ocultar o dinheiro.

Na época, a fraude foi considerada a maior da história da Caixa Econômica. O valor levado era o dobro de todo o orçamento do município onde o crime ocorreu naquele ano e a situação deixou os moradores indignados.

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