Brasil supera marcas de 90 mil mortes e 2,5 milhões de casos de coronavírus

Publicada em


Covas rasas destinadas a pacientes mortos pela Covid-19 no Cemitério do Caju, no Rio Foto: Gabriel Monteiro

O Brasil superou nesta quarta-feira duas marcas simbólicas que mostram a força da disseminação do coronavírus pelo território nacional. De acordo com boletim de veículos de imprensa, o país conta com 90.188 óbitos e 2.555.518 ocorrências da Covid-19.

Foram registradas 1.554 novas mortes nas últimas 24 horas, o maior índice visto desde o início da pandemia no país, ultrapassando os 1.470 registros feitos no dia 4 de junho. O recorde está relacionado aos índices de São Paulo, que acumulou no balanço desta quarta-feira os números que coletou ontem.

Também foram notificados 70.869 novas ocorrências de Covid-19. Já a média móvel de óbitos é de 1.043.

Os dados são divulgados pelo consórcio de veículos de imprensa formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, que reúne informações das secretarias estaduais de Saúde. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

O governo federal decidiu reabrir as fronteiras aéreas para a entrada de estrangeiros no Brasil, que estava proibida desde o final de março, devido à pandemia. A medida tem como objetivo auxiliar na retomada do turismo. O trânsito terrestre e transporte aquaviário, porém, permanecerão vetados por mais 30 dias.

Em São Paulo, onde já foram registrados mais de 500 mil casos da doença, o governador João Doria (PSDB) afirmou que dobrará a produção de vacina com doações de empresários, que teriam se comprometido com auxílio financeiro de R$ 96 milhões.

Doria enfrentou esta quarta-feira um protesto de professores da rede pública estadual de ensino, que se manifestam contra a retomada das aulas presenciais, prevista pelo governo paulista para 8 de setembro. Segundo o governador, a manifestação tem viés político.

A corrida pela vacina contra a doença continua intensa no exterior. A Comissão Europeia anunciou nesta quarta-feira que fechou um acordo com o laboratório americano Gilead para o uso do antiviral remdesivir em cerca de 30 mil pacientes em casos graves de Covid-19 na União Europeia a partir de agosto.