Vítimas do massacre em escola são veladas em Suzano

Vítimas do massacre em escola são veladas em Suzano

Atiradores invadiram escola na cidade da Grande São Paulo e mataram oito pessoas antes de cometerem suicídio; 11 pessoas ainda estão internadas

Um dia após o massacre que deixou oito mortos, além dos atiradores, na Escola Estadual Raul Brasil, na cidade de Suzano, na Grande São Paulo, os corpos das vítimas estão sendo velados. Os corpos dos alunos Caio Oliveira, Kaio Lucas da Costa Limeira, Samuel Melquíades Silva de Oliveira, Claiton Antonio Ribeiro e as funcionárias Eliana Regina de Oliveira Xavier e Marilena Ferreira Vieira Umezo estão na Arena Suzano, que fica no Parque Max Feffer.

Já o aluno Douglas Murilo Celestino começou a ser velado já na madrugada em uma igreja de Suzano , enquanto Jorge Antonio de Moraes, que era de um dos autores e foi assassinado antes em uma concessionária antes da invasão da escola, foi encaminhado para Cemitério Colina dos Ypês

Parentes velam a inspetora Eliana Regina de Oliveira Xavier em Suzano nesta quinta-feira (14) — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Equipes de psicólogos vão apoiar o trabalho. Eles se colocaram à disposição, ao lado de assistentes sociais, psiquiatras, enfermeiros e terapeutas ocupacionais, para ajudar os amigos e parentes das vítimas. Só ontem cerca de 200 pessoas passaram pelo local.

Uma das vítimas do atentado ainda está em estado grave. Trata-se do aluno Anderson Carrilho de Brito, de 15 anos, que está internado no Hospital das Clínicas. As outras vítimas internadas, que estão estáveis, são:

  • Letícia de Melo Nunes (Hospital Santa Marcelina – Itaquaquecetuba)
  • Samuel da Silva Félix (Hospital Santa Maria – Suzano)
  • Beatriz Gonçalves Fernandez (Santa Casa de Misericórdia de Suzano)
  • Murilo Gomes Lauro Benites (Hospital das Clínicas de São Paulo)
  • Jenifer da Silva Cavalcante (Hospital Luzia de Pinho Melo – Mogi das Cruzes)
  • Leonardo Vinícius Santa Rosa (Santa Casa de Misericórdia de Suzano)
  • Adina Isabella Bezerra de Paula (Santa Casa de Misericórdia de Suzano)
  • Guilherme Ramos do Amaral (Santa Casa de Misericórdia de Suzano)
  • José Vítor Ramos Lemos (Hospital Santa Maria – Suzano)
  • Leonardo Martinez Santos (Hospital Luzia de Pinho Melo – Mogi das Cruzes)

O massacre na escola Professor Raul Brasil teve início pouco após as 9h30 da manhã, no horário do intervalo das aulas. Encapuzados, Guilherme Taucci Monteiro e Luiz Henrique de Castroforam ao local a bordo de um carro retirado antes na concessionária do tio do atirador mais novo, Jorge Antonio de Moraes, que levou três tiros e morreu no local.

A dupla levou um revólver 38, uma besta (equipamento que lança flechas) e supostos coquetéis molotovs para efetuar o ataque. Um dos assassinos usou também um machado para golpear os alunos que tentavam escapar enquanto o outro criminoso realizava disparos. Também foi encontrada dentro da escola uma mala com fios, o que levou o esquadrão antibombas a esvaziar o local para realizar a inspeção. O grupamento, no entanto, concluiu que não havia explosivos na mochila.

Após o massacre, o Guilherme (o atirador mais novo) matou Henrique e, em seguida, matou a si próprio, segundo informou a polícia. As causas do ataque ainda são desconhecidas. O veículo utilizado pelos atiradores passou por perícia ainda na tarde de hoje.

O governador João Doria (PSDB) decretou luto oficial de três dias no Estado. Situada no bairro Parque Suzano , a Escola Estadual Professor Raul Brasil, palco do massacre em Suzano  , recebe alunos dos anos finais do ensino fundamental e também do ensino médio. Segundo a Secretaria Estadual de Educação, o centro educacional atende atualmente 1.058 alunos.

Comentários