Escolas públicas de 14 municípios de Rondônia foram fiscalizadas durante esta semana pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Problemas sanitários, estruturais, de segurança e acessibilidade foram encontrados em vários locais.
A Operação Escola foi realizada entre os dias 24 e 26 de abril em todos os estados brasileiros.
Nas 30 unidades de ensino fiscalizadas em Rondônia, foram encontrados problemas como água com sujeira, rampa que não dá acessibilidade, sala de informática e biblioteca desativadas, além de diversos problemas estruturais, como explica Marcus Cezar Filho, secretário geral de Controle Externo do TCE-RO.
“Essa primeira fase se concentrou basicamente na parte relacionada a visita às escolas, com coleta de dados e evidências e também a execução do questionário junto à ao responsável pela escola. A gente verifica questões de acessibilidade, questões relacionadas à estrutura, piso desgastado, forro desgastado, pinturas desgastadas, salas de biblioteca e salas de informática funcionando como verdadeiros depósitos e não como deveriam funcionar. Todos esses apontamentos virão no relatório para que as administrações municipais e estadual procedam as correções e ao final que a gente consiga alavancar os índices educacionais no estado de Rondônia”.
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Sala de informática desativada em escola de RO — Foto: Reprodução/Rede Amazônica
Marcus Cezar ainda diz que parte das escolas possuem câmeras de monitoramento e botão de emergência, principalmente as unidades de ensino estaduais. No entanto, nos municípios a realidade é diferente e algumas escolas não possuem nenhum sistema de segurança.
As irregularidades foram encontradas em:
- Higienização e limpeza – 66,7% das escolas
- Armazenamento de alimentos – 71,4% das escolas
- Auto de vistoria do Corpo de Bombeiros – 90% das escolas
Pela lei, estados e municípios devem investir no mínimo 25% da receita em educação. A fiscalização realizada pelo TCE analisou não apenas o investimento financeiro, mas a qualidade dos resultados em relação ao valor investido.
“A gente já vem há algum tempo avaliando essa parte qualitativa, não só quantitativa. Porque não importa aplicar um valor X se esse valor não está trazendo o resultado esperado para a sociedade, que é a melhora dos índices educacionais. É só através da educação que a gente vai ver de fato a mudança na sociedade”, completou o secretário.
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Sala sendo utilizada como depósito em escola de RO — Foto: Reprodução/Rede Amazônica
A Secretaria Municipal de Educação (Semed) de Porto Velho informou à Rede Amazônica por meio de nota que está priorizando a descentralização dos recursos, e que no ano de 2022 foram liberados cerca de R$ 29 milhões para os Conselhos Escolares de Ensino para que utilizassem em investimentos estruturais das escolas. A Semed também disse que está investindo na construção de novas unidades e também nas reformas das escolas municipais.
O Corpo de Bombeiros informou que a corporação está verificando a situação para tomar as providências legais cabíveis.
A Rede Amazônica também tentou contato com o Governo do Estado, mas não obteve resposta.
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Forro quebrado em escola de RO — Foto: Reprodução/Rede Amazônica
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Problemas estruturais foram encontrados em escolas de RO durante fiscalização do TCE — Foto: Reprodução/Rede Amazônica