Seis pessoas são presas por invasão de terra, ameaça e crime ambiental em Cujubim, RO

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Seis homens, com idades entre 23 e 55 anos, foram presos na última quarta-feira (5) por invasão de propriedade – esbulho possessório – e ameaça na zona rural de Cujubim (RO). Um dos suspeitos tinha dois mandados de prisão em aberto por roubo qualificado.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a vítima, um homem de 50 anos, pediu ajuda pela internet pois homens haviam entrado na sua propriedade e o ameaçado para que deixasse o local, situado na Estrada do Chaules, em uma região conhecida como Soldado da Borracha.

A vítima já havia registrado uma ocorrência anteriormente, quando teve a casa visitada por pessoas ligadas a uma quadrilha de invasão de terras.

A vítima contou aos policiais que na noite da terça-feira (4) seis homens entraram na sua propriedade, aparentemente armados, e o obrigaram a parar com as atividades que exercia, e o ameaçaram de mort.

O homem então deixou o local e foi até um ponto com sinal de internet e pediu ajuda. Um homem, de 36 anos, sabendo da história, recomendou que a vítima procurasse um lugar seguro para ficar até que o socorro chegasse, e acionou a polícia.

Na manhã do dia seguinte, uma guarnição foi enviada à propriedade rural, onde foram encontrados os seis suspeitos. Após consulta à central de operações, foi descoberto que um dos homens tinha dois mandados de prisão em aberto por roubo, sendo um de Jaru (RO) e o outro de Ariquemes (RO).

Ainda de acordo com o registro policial, um dos suspeitos estava vestido com uma calça da Polícia Militar, e tinha outra guardada na bolsa.

Questionados sobre o que faziam no terreno, um dos homens disse que um outro integrante do grupo “teria se deslocado no ano de 2017 ao Incra e lá teria recebido o aval para invadir qualquer propriedade que não tivesse cerca”.

Todos os suspeitos receberam voz de prisão por invasão de propriedade, qualificado como esbulho possessório – quando uma propriedade alheia é invadida com o intuito de tomar posse do local. Eles também podem responder por crime ambiental, devido a presença de madeiras serradas, motosserras e combustíveis no local, além de ameaça, posse irregular de arma de fogo, posse irregular de acessório de uso permitido e associação criminosa.

fonte: g1.globo