Rondônia registra quase 8 mil focos no ano e é o 2º estado que mais queima no país, aponta Inpe

Rondônia registra quase 8 mil focos no ano e é o 2º estado que mais queima no país, aponta Inpe

Pouco mais de 80 mil focos de incêndios já foram registrados no Brasil em 2018. Desses, 7. 995 mil são de Rondônia. Isso é o que aponta o estudo do banco de dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em 48 horas, o estado conseguiu ultrapassar o Amazonas, que segue na terceira posição do ranking com 7. 951 mil pontos de chamas, 44 a menos que a região rondoniense. Agora, Rondônia está na segunda posição entre os estados que mais queimam no país.

Dentro da região, Porto Velho continua em primeiro lugar entre os municípios mais castigados pelas chamas. Entre 1º de janeiro e este sábado (15), a capital registrou 2. 763 mil pontos de fogo, representando 34,6% de todo estado.

Logo abaixo, vem Nova Mamoré e Candeias do Jamari, com 981 e 703 focos de calor, respectivamente. O único município que até o momento apresentou um foco de incêndio em todo período foi Teixeirópolis, cidade a pouco mais de 360 quilômetros da capital.

Um levantamento feito pelo G1 há um mês mostrou as consequências de continuar queimando pelo estado. Durante o estudo, a Secretaria de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) informou que julho, agosto e setembro são os meses mais perigosos e propícios a incêndios.

À época, o meteorologista Fábio Adriano Monteiro apontou que em agosto e setembro a situação piora. “São os períodos mais críticos”, disse.

Combate

Quem confirma o reflexo no aumento de queimadas é Katty Ximenes, chefe da 1ª Brigada de Combate a Queimadas de Porto Velho, que atende Rondônia e o sul do Amazonas. Logo nos primeiros 15 dias de setembro, a brigada fez 43 atendimentos por incêndio na região. Dessas, 15 foram urbanas – que acontecem no perímetro urbano da cidade.

“Tivemos ainda seis denúncias, mas três foram falsas. Essas denúncias se somam a esses atendimentos. Tenho certeza que os focos aumentaram. A população clama por resolução nesse problema”, confirmou a chefe da brigada.

Em 15 dias, Brigada Municipal fez 43 atendimentos por incêndios. — Foto: Reprodução/ Brigada Municipal.

Em 15 dias, Brigada Municipal fez 43 atendimentos por incêndios. — Foto: Reprodução/ Brigada Municipal.

Ainda segundo Katty, as maiores incidências de incêndios acontecem entre nas zonas Sul e Leste da capital rondoniense. “Apesar disso, as regiões que permeiam o Baixo Madeira estão sendo as mais atingidas. Por lá, a situação está complicada”.

Fogo em Nova União não cessa

O incêndio que assola uma reserva ambiental em Nova União (RO) desde o dia 8 de setembro se soma ao número de focos de calor no estado. As chamas continuam fazer estragos dentro do local restrito e pelos arredores.

Equipes do Corpo de Bombeiros local tem tentado frear que mais focos surjam. Diariamente, sete bombeiros da corporação se revesam nos trabalhos.

Incêndio de grandes proporções atinge Nova União (RO)

Conforme o último levantamento feito pela Polícia Militar e os bombeiros, a queimada já destruiu cerca de dois mil hectares, representando 30% de terra. Como consequência, animais cobras, tatus e jabutis morreram queimados.

O incêndio, que também atinge os assentamentos Margarida Alves e Palmares, bem como áreas pertencentes à produtores rurais, se aproxima da nascente do Rio São Domingos.

O local é fonte de água da cidade de Nova União. Nas extremidades da nascente, há espécies de animais em risco, inclusive onças, veados e cachorros do mato. No local, também se concentram cachoeiras.

O que se sabe sobre o incêndio em Nova União:

  • Cerca de dois mil hectares de terra já foram devastadas
  • Chamas se estendem à nascente do Rio São Domingos
  • Animais foram encontrados mortos
  • Corpo de Bombeiros atua no local para conter as chamas com sete bombeiros diariamente
  • Já destruiu mais de 35 propriedades rurais
Propriedades rurais e área de preservação ambiental foram atingidas em Nova União. — Foto: Gedeon Miranda/G1

Propriedades rurais e área de preservação ambiental foram atingidas em Nova União. — Foto: Gedeon Miranda/G1

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