Professor de natação é preso suspeito de importunação sexual contra aluno de 12 anos, em RO

Um professor de natação, de 49 anos, foi presos suspeito de importunação sexual contra um de seus alunos, de 12 anos. O registro do caso aconteceu no fim da noite de quinta-feira (17), mas só foi divulgado pela Polícia Civil nesta sexta-feira (18). Segundo a corporação, o pai da vítima, que é juiz, chegou a agredir o suspeito com socos e chutes. O crime é investigado.

Conforme o boletim de ocorrência, na quinta, a mãe do menino seguiu até a Unidade Integrada de Segurança Publica (Unisp Sul) da cidade para informar do crime, mas não conseguiu fornecer mais detalhes por estar em choque. Na sequência, ela ligou chorando para o magistrado, seu marido, e contou do caso. Foi quando ele saiu do trabalho direto à delegacia.

Em seguida, o pai do menino disse que sabia onde era o local que o filho fazia natação e direcionou a polícia até lá.

Já na escola e enquanto chamava pelo professor, o pai informou à guarnição da Polícia Militar (PM) que o acompanhava que era juiz, reiterando que “primeiramente queria conversar” com o suspeito. Ele foi questionado por um dos PMs se ele é quem daria voz de prisão, mas permaneceu em silêncio.

Ainda de acordo com o registro policial, quando o professor apareceu, o magistrado foi na direção dele desferindo socos no rosto e chutes, fazendo-o cair no chão. Os policias mandaram que o juiz cessasse as agressões, mas a ordem não foi obedecida.

Nesse momento, a equipe policial precisou conter o juiz para acabar com a briga, mas o magistrado conseguiu sacar uma arma e apontar na direção do suspeito. Porém, a esposa, que também estava no local, pediu que o marido a abaixasse, fazendo com que ele guardasse o revólver “em um local desconhecido” dos PMs.

O professor foi levado à Central de Flagrantes já preso, enquanto o juiz e a esposa seguiram no carro próprio.

Versões dos envolvidos

Acompanhado de um advogado, o magistrado repassou sua versão dos fatos na Central como testemunha. Em depoimento, disse que o filho estava em estado de choque, mas que ele conseguiu relatar o suposto abuso cometido pelo professor de natação.

O juiz contou também que o suspeito tentou derrubá-lo durante a briga e que por isso desferiu chutes no professor. Sobre o revólver, o magistrado justificou que sempre anda armado “de porte funcional”, mas que não tinha a intenção de atirar, já que estava acompanhado de policiais.

Também na delegacia, a mulher do juiz detalhou que os filhos estavam na aula de natação e, diferente das outras, o professor entrou na piscina. Quando a aula acabou, ela foi atrás dos filhos e a vítima pedia para ir embora do local o quanto antes.

Questionado sobre o que havia acontecido dentro do carro, o menino contou à mãe sobre o abuso. Foi então que ela seguiu até a Unisp.

Já o suspeito negou que cometeu o crime e informou que disponibilizaria imagens de câmeras de segurança para as investigações. Disse ainda que foi ameaçado de morte pelo juiz. Ele segue preso.

A ocorrência foi registrada inicialmente como estupro de vulnerável, mas o delegado plantonista entendeu que se tratava de um caso de importunação sexual. A Polícia Civil apura o crime.

Importunação sexual

Desde setembro de 2018, quando foi sancionada a Lei 13.718, a importunação sexual é crime, com pena de 1 a 5 anos de prisão.

O chamado “agarrão” com passada de mão, toque íntimo, todo ato que tem a lascívia, sem a anuência da vitima, é caracterizado como importunação sexual. Caso o agressor “avance” ainda mais, a questão pode evoluir para estupro.

O que pode ser caracterizado como importunação sexual:

  • Passar a mão nas partes íntimas;
  • Agarrar e beijar à força;
  • Masturbação pública.
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