Nível do Rio Madeira sobe mais de 3 metros e se aproxima da cota de alerta

Nível do Rio Madeira sobe mais de 3 metros e se aproxima da cota de alerta

O nível do Rio Madeira subiu mais de três metros nos últimos dias e está preocupando a Defesa Civil Municipal. Na manhã desta sexta-feira (28), a cota registrada chegou a 13,83 metros e por conta disso, a partir de segunda-feira (31) as equipes do órgão irão começar a visitar e alertar as 820 famílias da área urbana da Capital que podem ser afetadas pela água, caso o rio continue subindo.

Segundo a Defesa Civil, quando o nível do rio ultrapassa os 14 metros, as famílias que residem no Beco do Gravatal e do Birro, bairros Triângulo, Nacional, Balsa, São Sebastião e Vila Candelária são os primeiros a serem afetados com a alagação nos quintais.

De acordo com o coordenador Marcelo Santos, o atual nível do rio é considerado anormal para esse período em relação a 2017, quando a cota chegou a 15 metros. Já em relação a 2013, a cota atual está 20 centímetros abaixo. “Isso nos preocupa porque o Rio Madeira está com o nível muito elevado e percebemos que com o repiquete ele já chegou a 14 metros nos últimos dias, mas se ele voltar a marcar essa cota e não baixar nós vamos decretar estado de alerta que geralmente a gente decreta em fevereiro”, disse Marcelo.

Os trabalhos de fiscalização aumentam nessa época do ano para proteger as famílias que residem em áreas de risco no Médio e Baixo Madeira e na área urbana da cidade onde existem pessoas que moram na beira do rio. “Quando aumenta o rio a gente começa a fazer o isolamento de algumas áreas com riscos de desbarrancamento, alertamos e orientamos todos os moradores sobre os riscos nessa época do ano e nos deixamos a disposição caso eles queiram sair de suas casas antecipadamente”, informou o coordenador.

O plano de contingência da Defesa Civil, que normalmente é apresentado em fevereiro, agora será apresentado em janeiro do próximo ano devido à anormalidade do rio. Um dos motivos do aumento do Rio Madeira é devido a grande quantidade de chuva no território boliviano, Rio Mamoré e Guaporé que influencia para que o nível do rio aumente. “Essa água que vem viajando durante dois ou três dias acaba enchendo o Rio Madeira causando alagações dependendo da quantidade”, completou Marcelo Santos.

A Defesa Civil garantiu que já está preparada para uma possível cheia, mas segundo o coordenador, ainda é cedo para se falar em uma cheia com a proporção de 2014. “Quando o rio ultrapassa os 14 metros a gente começa retirar aquelas famílias que estão em áreas de riscos porque elas são as primeiras a serem afetadas pela água. Alguns moradores ainda tentam resistir sair, mas a gente pede a colaboração e compreensão porque isso esse trabalho é para preservar vidas”, alertou Marcelo.

Rondoniagora

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