Morador de Porto Velho decide fazer mudas de árvores frutíferas e distribui na Unir

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Em meio ao isolamento da pandemia do novo coronavírus, o biólogo Leonardo Calderon resolveu começar um plantio diferente. A maioria das pessoas optam por cactos e outras plantas que possam ficar em vasos dentro ou no quintal de casa, mas ele decidiu fazer mudas de árvores frutíferas.

“Fiquei confinado em meu apartamento e sem ter muito o que fazer, ao comprar tamarindo, eu peguei a semente e resolvi plantar. Como eu já tinha cultivado algumas mudas um tempo atrás, decidi fazer de novo. Mas foi de uma forma compulsiva, fui fazendo aos montes. Minha varanda ficou lotada“, conta.

Mudinhas no apartamento do biólogo Leonardo Calderon, em Porto Velho — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Mudinhas no apartamento do biólogo Leonardo Calderon, em Porto Velho — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Mudas principalmente de ingá-cipó, tamarindo e beribá foram feitas em copos, garrafas pets e vasos. Quando as plantas estavam com mais de um metro e meio de altura, Leonardo decidiu plantá-las em um lugar adequado. Por ser servidor da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), resolveu levá-las para a Unir.

“A área verde reduziu muito lá perto da Unir e os macaquinhos começaram a chegar cada vez mais perto da gente. Então pensei: vou plantar lá para que no futuro eles tenham mais alimentos e nutrientes e também tenha mais sombra”, explica.

O projeto tem dado tão certo, que uma máquina foi oferecida para ajudar no plantio.

“Vai ajudar bastante porque o cascalho da Unir é muito duro, é bem difícil pra furar. A ideia é ter corredores de sombra“, diz.

A ideia central é que cerca de 100 novas árvores sejam plantadas na universidade, a uma distância de cerca de 5 metros uma da outra. Cerca de vinte mudas também foram doadas e plantadas em outros pontos da cidade.

Mudas de Inga edulis crescendo no apartamento do biólogo Leonardo em Porto Velho — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Mudas de Inga edulis crescendo no apartamento do biólogo Leonardo em Porto Velho — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Fonte: g1/ro