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Mais de 600 pessoas compraram passagens aéreas falsas no fim de 2018 em RO, diz Abav

Mais de 600 pessoas compraram passagens aéreas falsas no fim de 2018 em RO, diz Abav

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Mais de 600 pessoas foram vítimas de golpes com passagens aéreas falsas no fim do último ano em Rondônia, segundo informou a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) nesta terça-feira (8).

O golpe veio à tona depois que a polícia recebeu denúncias de pessoas que compraram os bilhetes aéreos por meio de uma determinada agência de viagem e que, quando tentaram embarcar, descobriram que a passagem não existia.

Uma das vítimas é a servidora pública Meire Amorim, que comprou passagens em junho para visitar a tia, de 93 anos, no Paraná. Ao conferir o localizador, ela descobriu que a passagem não existia.

“Eu já havia comprado passagens naquela agência e viajei sem ter problema. Como tinha cadastro, sempre que havia promoção, o vendedor me avisava. Em junho, recebi uma notificação de promoção, achei interessante, comprei e fiquei aguardando o dia da viagem. Quando foi agora, soube que era uma das muitas pessoas vítimas de estelionato”, lamentou.

Quando descobriu que havia sido vítima de golpe, Meire soube que o crime era mais comum do que ela imaginava.

A servidora está relacionada em um grupo no WhatsApp onde mais de 200 pessoas relatam ter sofrido o mesmo golpe. Algumas tiveram prejuízos de quase R$ 30 mil.

Conforme a polícia, o golpe foi aplicado por uma empresa que está no mercado, em Porto Velho, há mais de cinco anos. As fraudes com passagens aéreas normalmente são praticadas por pessoas que se mostram atenciosas e que, geralmente, conhecem as vítimas. Afirmam ainda garantir o estorno do dinheiro, caso haja problema.

De acordo com a Abav, só no final de 2018, mais de 600 pessoas caíram nesse tipo de golpe em Rondônia. O nordeste brasileiro foi o destino mais procurado pelas vítimas.

Alerta

A presidente da Abav, em Rondônia, Shirlene Santos, alerta para os cuidados na hora de comprar passagens aéreas mais baratas em agências que não sejam credenciadas.

“O primeiro passo é o preço, que deve ser pesquisado. Se o consumidor perceber diferença de preço muito grande entre uma agência e outra, é importante verificar porque essa diferença é tão grande”, explica.

Outra providência que deve ser tomada pelo consumidor é sair da agência já com a passagem em mãos. “Não tem porque a emissão da passagem ser posterior ao dia do pagamento dela”, alerta Shirlene Santos.

No quadro “Seus Direitos”, do Jornal de Rondônia 1ª Edição, uma telespectadora mandou mensagem dizendo que os pais dela viajaram, mas estão tendo problemas para retornar à Rondônia, pois a passagem deles não existe.

O caso é investigado pela Polícia Civil e o dono da agência de viagens pode ser responsabilizado criminalmente por estelionato.

>SEDAM QUEIMADAS