Juíza manda prender cidadão negro e pobre por estar na calçada do fórum; veja vídeo que ela proibiu

Juíza manda prender cidadão negro e pobre por estar na calçada do fórum; veja vídeo que ela proibiu

A juíza Yedda Christina Ching-san Filizzola, do Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, deu voz de prisão contra um cidadão negro, na noite da última sexta-feira, dia 22.

O suposto crime praticado foi que o cidadão estava na calçada do prédio do Fórum, no Centro do Rio. Para a juíza, ele se encontrava em área de perímetro do Fórum, considerada área de segurança.

 

O homem, negro e pobre, é de Curitiba e queria ajuda financeira para comprar uma passagem de ida para São Paulo.

Com esse objetivo, foi ao prédio tentar apoio da Defensoria Pública. Desorientado, ficou perambulando pela calçada e acabou sendo preso.

A defensora publica Mariana Campos de Limatentou interceder, em vão, contra a prisão e gravou a cena. Insensível, a juíza ainda notificou a Defensoria, proibindo a publicação do vídeo.

 

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara (CDHM), deputado Paulão (PT-AL), encaminhou ofício requisitando à presidenta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmen Lúcia, para apurar denúncias de abuso de autoridade da juíza Yedda Christina Ching-san Filizzola, do Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça do Rio; magistrada foi denunciada de ter dado ordem de prisão a um cidadão que estava na calçada do prédio do Fórum.

Segundo a juíza, o perímetro do Fórum seria considerado área de segurança. O homem, que é negro e pobre, queria ajuda financeira para comprar uma passagem para São Paulo, motivo pelo qual teria ido ao prédio da Defensoria Pública tentar apoio. Sem conseguir, ficou desorientado andando pela calçada e acabou sendo preso. A juíza ainda notificou a Defensoria, proibindo a publicação do vídeo que registrava sua atitude.

O deputado Paulão abriu procedimento para acompanhar a denúncia e solicita, enquanto presidente da CDHM, “que sejam adotadas providências no sentido de apurar as denúncias e, se for o caso, punir os culpados. Solicitamos, ainda, que esta Comissão seja informada acerca das medidas tomadas”, afirma o parlamentar alagoano no ofício enviado à presidenta do CNJ.

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