Jaru: Ex-diretor do HM emite nota de desabafo “estamos sendo injustiçados em relação aos remédios vencidos”

Jaru: Ex-diretor do HM emite nota de desabafo “estamos sendo injustiçados em relação aos remédios vencidos”

Gilton Rodrigues de Moura, ex-diretor do Hospital Municipal de Jaru, Sandoval de Araújo Dantas, por meio de nota encaminhada a este site, vem a publico esclarecer as responsabilidades sobre as mais de 2 toneladas de medicamento encontrados vencidos na unidade de saúde, a qual ele foi diretor por 25 meses.

O caso novamente foi levado ao conhecimento da sociedade no ultimo dia 27, pela assessoria de imprensa da prefeitura, no entanto o site Jaru Online já havia denunciado o caso em duas oportunidades à primeira em 10 de Março de 2015 quando um descarte ilegal de parte deste medicamento virou caso de policia (Reveja aqui), e a segunda em 20 de junho de 2016 (Reveja aqui).

Desabafo:

“Eu Gilton rodrigues de moura, servidor público municipal estatutário, venho por meio deste site informar a população do município de Jaru que fui diretor do hospital municipal durante 25 meses e o hospital nunca venceu medicamentos no meu período.

Durante a fiscalização da agevisa em 2013 e em 2014 a farmácia do hospital não sofreu nenhuma notificação ou penalidade, por esta funcionando dentro das normas e legislação vigentes, onde não foi encontrado nenhum medicamento vencidos pois a farmácia do hospital e o único setor da secretaria de saúde que possui sistema de controle de estoque informatizado.

Informo ainda que a vigilância sanitária municipal não fiscaliza hospitais somente a agevisa de acordo com pactuaçao que e feita. Esses medicamentos foram descarregado e armazenados em uma sala em anexo ao hospital municipal que e da vigilância sanitária municipal e chave deste local fica de posse dos mesmo, fui apenas comunicado pelo senhor ELADIO PIMENTEL que e gerente da vigilância, o mesmo disse que estava armazenando os mesmo por estarem vencidos onde o mesmo disse que era da rede básica e eu disse que não era da minha responsabilidade por si tratarem do deposito ser da vigilância sanitária.

O farmacêutico do hospital municipal e farmacêutico atual da rede básica sempre ficaram atentos com prazos de validade.

Comunico ainda que esses medicamentos armazenados ali pois não tinha local ou empresa para fazer coleta dos medicamentos pois não pode ser dispensado em local aberto, e que senhor ELADIO PIMENTEL é conhecedor que não havia como dar destino correto, só no período do Prefeito Inaldo Pedro que conseguimos contratar a empresa junto com esforço do Ministério Público local, e segunda informação que esses medicamentos são gestões passadas, de pelo menos 5 gestões.

E que vigilância sanitária apresente os documentos comprobatórios de onde foram apreendidos os medicamentos, e recebidos pelo diretor do hospital pra os mesmo colocar dentro do hospital com esta descrito na matéria site

E que a sociedade entenda que sem médicos no Município, não tem como como haver dispensação de medicamentos na farmácia básica, pois a dispensação realizada por meio de receitas. A programação da compra e feita pra atender demanda da população. No hospital municipal a dispensação e feita mediante o internamento ou consulta ambulatorial e que no elenco do hospital e utilizada 98% injetáveis e não o que foi descarregado pela vigilância sanitária que foi apresentado em comprimidos e xaropes etc.

Não aceito que esse absurdo possa acontecer nesse Município, tem que ser apurados os fatos e pagar quem cometeu esse crime, mas como servidor de carreira do hospital também não aceito que nós paguemos por algo que não cometemos, pois nós os servidores do hospital estamos sendo alvo de chacota da sociedade.

Ainda gostaria que fosse feita uma investigação pela Polícia Federa, Civil, Ministério Público etc. para que possa ser punido quem cometeu o crime e não nós, profissionais do hospital municipal, onde prezo pelo meu trabalho tenho respeito pelos pacientes que entram naquele hospital, e trato eles como pessoas e cidadãos de bem não importando cor, raça e religião”.

Quero somente lembrar a População, que não estou defendendo Gestão Pública em Jaru, isso é um desabafo.

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