Jaru: Estelionatários aplicam golpes se utilizando de pacientes internados no Hospital Municipal   

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Há suspeita que uma enfermeira tenha participação nas ações que objetivam angariar dinheiro de familiares de pacientes internados no Hospital Municipal de Jaru.

Familiares de duas pacientes procuraram a polícia nesta terça-feira (23) e denunciaram o caso, um dos golpes se efetivou,  já o outro, por pouco não foi bem sucedido.

A primeira vítima relatou que sua mãe se encontra internada no hospital há três dias em decorrência de complicação da COVID,  e que na manhã desta terça-feira uma  pessoa lhe enviou mensagem via “whatsapp” indagando se ela seria a responsável pela paciente idosa, em seguida o elemento fez um contato telefônico, onde se apresentou como médico e alegou a necessidade de utilização de UTI móvel para transportar a paciente, a fim de realizar exames nos pulmões, o que geraria custo de R$ 550,00 que deveria ser pago através de PIX, pediu ainda cópia de documentos pessoais da vítima, o que possivelmente será utilizada em outros golpes.

A filha da paciente então efetivou a transferência, o estelionatário aproveitou e solicitou mais R$ 750,00 para custear uma suposta injeção necessária para controlar uma hemorragia nos pulmões da paciente.

 

Valor este que a vítima transferiu para a mesma chave PIX. Pouco após, o suposto médico solicitou mais R$ 400,00 com o fim de adquirir outra injeção, haja vista, tratar-se de medicamento mais eficaz. Ante as repetidas solicitações, a vítima se convenceu de que se tratava de fraude, confirmada posteriormente.

 

2ª Paciente

 

A filha de uma senhora que está internada a quase 60 dias no Hospital Municipal acometida por câncer, foi bastante cautelosa e flutuou a efetivação do golpe.

 

A Jovem havia pernoitado com sua mãe no hospital, sendo que na madrugada uma mulher até então identificada como enfermeira da unidade, adentrou ao quarto e demonstrando conhecimento dos dados das pacientes, tais como nome e telefone solicitou da filha que era acompanhante seu número de telefone, o que foi dado.

 

Logo na manhã seguinte, após sair do Hospital, a filha da paciente recebeu uma ligação de um elemento que se identificou como médico, através do whatsapp, com foto de perfil portando estetoscópio sobre os ombros.

 

Ele alegou ser responsável por determinado setor do hospital e que havia sido coletado amostragem de sangue de sua mãe e constatado uma bactéria em seus pulmões, e que necessitava fazer tomografia computadorizada, por esta razão precisavam entrar com antibióticos e, teria também que retirá-la daquele hospital.

 

A filha da paciente indagou quando teria sido feito a mencionada coleta de sangue, o suposto medico respondeu que teria sido a tarde, ocasião que a filha começou a desconfiar pois esteve na companhia da mãe durante todo o período e tem consciência de que nenhuma coleta fora feita.

A jovem então procurou ainda pela manhã, responsáveis pela unidade hospitalar, em contato com o diretor do hospital Diego Rafael, e este ao verificar imagens do sistema de câmeras, constatou que de fato uma enfermeira lotada na UTI daquele hospital, visitou ela e sua mãe.

Quanto ao suposto médico, logo depois de descobrir que o plano havia falhado, pois a pretensa vítima estava cobrando explicações dos responsáveis pela unidade hospitalar, ele a bloqueou.

 

A Polícia Civil deverá dar início às investigações, a fim de solucionar o caso.