Fora do segundo turno, Marina diz que fará oposição ao presidente que for eleito

Fora do segundo turno, Marina diz que fará oposição ao presidente que for eleito

A candidata da RedeMarina Silva (Rede) afirmou após a confirmação do resultado do primeiro turno da eleição presidencial que estará na oposição “independentemente de quem seja o vencedor”.

O segundo turno será disputado por Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Indagada se apoiará um dos dois, afirmou que ainda discutirá o assunto com os correligionários da Rede.

“Independentemente de quem seja o vencedor, nós estaremos na oposição. O Brasil vai precisar de uma oposição democrática. Podemos assegurar: estaremos na oposição porque é a única forma de quebrar o ciclo vicioso”, declarou.

Esta é a terceira vez consecutiva que Marina Silva sai derrotada de uma eleição presidencial. Em 2014, quando era filiada ao PSB, a ex-senadora ficou em terceiro lugar no primeiro turno. A mesma posição que alcançou no pleito de 2010, quando disputou pelo PV.

Marina Silva ao votar neste domingo, em Rio Branco — Foto: Iriá Rodrigues / G1Marina Silva ao votar neste domingo, em Rio Branco — Foto: Iriá Rodrigues / G1

Marina Silva ao votar neste domingo, em Rio Branco — Foto: Iriá Rodrigues / G1

Campanha

A chapa encabeçada por Marina Silva tinha Eduardo Jorge como candidato a vice, resultado de uma aliança entre Rede e PV. A chapa foi oficializada no dia 4 de agosto, em Brasília.

Em discurso naquele dia, a candidata da Rede defendeu o fim da reeleição e mandato com cinco anos de duração.

Marina e Eduardo Jorge classificavam a chapa como a que tinha condições de “unir” e de “pacificar” o país, polarizado entre petistas e anti-petistas.

Eles também afirmaram que a aliança entre as duas legendas era “programática”.

Na última propaganda eleitoral veiculada na TV, na quinta-feira (4), Marina afirmou que “o ódio não constrói o futuro” e pediu união.

Marina Silva e Eduardo Jorge posam para foto com crianças em Teresina — Foto: Lucas Marreiros/G1Marina Silva e Eduardo Jorge posam para foto com crianças em Teresina — Foto: Lucas Marreiros/G1

Marina Silva e Eduardo Jorge posam para foto com crianças em Teresina — Foto: Lucas Marreiros/G1

Propostas

Ao longo da campanha, Marina Silva destacou, entre outras propostas, a que criava uma poupança para estimular jovens de baixa renda a concluir o ensino médio.

Batizado de Renda Jovem, o programa, segundo a candidata, alcançaria mais de dois milhões de estudantes e custaria cerca de R$ 2 bilhões.

Outra promessa de campanha foi a criação do programa Sol Para Todos, que previa “mobilizar” R$ 50 bilhões em investimentos para instalar 10 gigawatts de energia fotovoltaica no Brasil e, assim, gerar 2 milhões de empregos.

Marina também ressaltou, ao longo da campanha, a proposta do Plano Vida Digna, que incluía uma reforma no Sistema Único de Saúde (SUS) e a criação de 2,5 milhões de vagas em creches.

Sobre reforma da Previdência, ela afirmou ao Jornal Nacional que se eleita faria um debate sobre a adoção de uma idade mínima para aposentadoria. No período eleitoral, ela também defendeu que as mulheres se aposentassem mais cedo que homens.

Ex-ministra do Meio Ambiente, Marina também pregou “desmatamento zero”. Outra bandeira da candidata foi a defesa da demarcação de terras indígenas.

Marina Silva durante entrevista a jornalistas — Foto: Reprodução/TV GloboMarina Silva durante entrevista a jornalistas — Foto: Reprodução/TV Globo

Marina Silva durante entrevista a jornalistas — Foto: Reprodução/TV Globo

Plebiscitos

Evangélica, Marina foi questionada, em várias entrevistas concedidas durante a campanha, sobre temas polêmicos, como a descriminalização do aborto praticado até a 12ª semana de gestação e a legalização de drogas. As duas medidas são criticadas por cristãos no país.

Em resposta, a candidata dizia que esses assuntos devem ser decididos via consulta popular, por meio de plebiscitos.

Em outra oportunidade, ela disse que vetaria a legalização do abortocaso a medida fosse aprovada pelo Congresso.

Marina Silva durante entrevista ao Jornal da Globo — Foto: Reprodução / TV GloboMarina Silva durante entrevista ao Jornal da Globo — Foto: Reprodução / TV Globo

Marina Silva durante entrevista ao Jornal da Globo — Foto: Reprodução / TV Globo

Queda nas pesquisas

Marina Silva figurava em segundo lugar nas pesquisas Ibope e Datafolha na semana do dia 16 de agosto, quando a campanha eleitoral teve início.

A candidatura, no entanto, despencou nas pesquisas ao longo da campanha. Na do Datafolha de 22 de agosto, Marina tinha 16% das intenções de voto. Na última quinta-feira (4), segundo o mesmo instituto, a presidenciável tinha 4%.

Durante entrevista ao Jornal da Globo, Marina Silva foi questionada sobre a queda nas pesquisas. A candidata da Rede afirmou, na ocasião, que o seu eleitor é o “mais livre” e que não se dispõe a fazer “discurso fácil”.

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