Ex-vereador acusado de matar homem com 3 tiros é condenado a 3 anos de prisão

Ex-vereador acusado de matar homem com 3 tiros é condenado a 3 anos de prisão

Após cerca de nove horas de julgamento, o ex-vereador acusado de matar um homem com três tiros, Clodoaldo Cardoso, foi condenado a três anos e nove meses de reclusão na tarde desta quarta-feira (14), em Ji-Paraná (RO), município a pouco mais de 370 quilômetros de Porto Velho.

A sentença começou a ser lida pelo juiz Valdecir Ramos no Fórum Hugo Aller por volta das 17h. A sessão teve início na manhã desta quarta. Sete pessoas formaram o corpo do júri.

O ex-vereador vai cumprir a pena inicialmente em regime aberto e será monitorado por tornozeleira eletrônica.

Ex-vereador de Ji-Paraná é condenado por matar homem a tiros

Clodoaldo chegou algemado e permaneceu sentado no banco dos réus sempre de cabeça baixa. Logo nas primeiras horas do julgamento, policiais que atenderam a ocorrência no dia do homicídio foram ouvidos. As testemunhas do caso foram chamadas em seguida.

A defesa do ex-vereador, o advogado José Otacílio, disse que o réu é inocente e que a pena deveria ser mais branda. “Justiça não se faz apenas com a condenação, mas sim com absolvição ou com uma pena mais moderada. Como é regime aberto, ele deve ir para casa hoje ou amanhã pela manhã”, informou.

Em contrapartida, a promotora de Justiça Nayara Lázaro informou que ainda vai analisar o resultado e, posteriormente, decidir se vai recorrer ou não da decisão.

Qual é a acusação contra o ex-vereador?

O ex-vereador é acusado de matar um homem na tarde do dia 10 de fevereiro, no bairro São Francisco. Na época, Clodoaldo teria se envolvido em uma discussão no meio da rua e efetuado três tiros contra a vítima, que não resistiu aos ferimentos.

A prisão contra o parlamentar foi decretada no mesmo dia e ele se entregou à polícia cinco dias após o crime. Desde então, permanece preso.

Ex-vereador se entregou à polícia cinco dias após o crime. — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

Ex-vereador se entregou à polícia cinco dias após o crime. — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

No dia 16 de fevereiro, a então defesa pediu a revogação da prisão, que foi negada pela Justiça. Em seguida pediu um habeas corpus, mas não conseguiu a liberdade do vereador.

Clodoaldo permaneceu no cargo e recebendo salário. De acordo com o regimento interno da câmara, cada vereador pode faltar até 11 sessões ordinárias, e na 12ª ele perde o cargo. O ex-vereador conseguiu completar a 10ª falta às sessões ordinárias da câmara.

O inquérito foi concluído pela Polícia Civil e entregue ao Ministério Público de Rondônia (MP-RO). Em abril, Clodoaldo pediu afastamento do cargo e um novo vereador assumiu a cadeira dele na Câmara.

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