Enteada é suspeita de envolvimento na morte do padrasto em Vilhena, RO

Enteada é suspeita de envolvimento na morte do padrasto em Vilhena, RO

A Polícia Civil concluiu as investigações acerca da morte de Valdir da Silva Guimarães, encontrado morto no dia 15 do mês passado. As investigações apontaram que Rafaeli Feliz de Souza induziu o marido, Jean Carlos Tavares Brunelli, a matar Valdir. Rafaeli era enteada de Valdir e estaria com raiva dele, em virtude de uma discussão ocorrida meses antes. Rafaeli e Jean estão foragidos da Justiça. Por causa disso, a polícia divulgou fotografias deles nesta sexta-feira (31).

Valdir, de 40 anos, foi morto a tiros e encontrado na sala de casa, na zona rural de Vilhena. Antes de morrer, ele ligou para familiares pedindo socorro e dizendo que Jean havia praticado o crime. A partir disso, a Polícia Civil começou as investigações.

Os investigadores apuraram que, no dia do crime, Valdir passou o dia todo com a esposa; estava feliz e ingeriu bebidas alcoólicas. No fim da tarde, a esposa precisou ir para a cidade, e a vítima ficou sozinha no sítio.

Mais tarde, Rafaeli descobriu que a mãe estava na cidade e o padrasto estava sozinho. Depois disso, ela, o irmão e o marido foram para uma confraternização. Durante a festa, Rafaeli e Jean sairam do local, dizendo que iriam comprar cigarros. Ela pediu para o irmão cuidar da filha dela.

Quando foi ouvida, Rafaeli disse que demorou de 10 a 15 minutos para retornar para a festa. Porém, a versão dela foi desmentida pelo próprio irmão, que informou que o casal demorou a retornar para a confraternização, que até precisou ligar para Jean. A ligação foi atendida por Rafaeli, que explicou que a corrente da motocicleta havia caído.

Outro ponto do depoimento de Rafaeli que foi contrariado, foi a versão de que não havia problemas com o padrasto. Os investigadores descobriram que no Dia das Mães desse ano, ela chutou o padrasto numa discussão, e Jean chegou a atirar para o alto, para acalmar os ânimos.

Jean, apontado pela própria vítima como o executor do crime, se apresentou na delegacia e afirmou que estava com o cunhado no momento do crime. Já o cunhado informou que ele havia saído com a Rafaeli e que demoram a retornar.

Além disso, os policiais verificaram que Valdir foi baleado enquanto dormia na cama e se arrastou para a sala, quando ligou para familiares.

Para cometer o crime, o suspeito passou por um cachorro pit bull, arrombou a janela e atirou na vítima. Os investigadores descobriram que o cão, até um ano de idade, pertencia a Jean. Por esse motivo, o animal não teria impedido o atirador a chegar ao local.

“Eles jamais iriam acreditar que a vítima sobreviveria para ligar para parentes. Para a Delegacia de Homicídios, ficou muito bem desenhada a situação. Quando a Rafaeli viu que a mãe dela iria ficar na cidade e que o padrasto estava ‘chapado’, chamou o marido para cometer o crime”, explicou o delegado Núbio Lopes de Oliveira.

A Polícia Civil apurou que Valdir estava cumprindo pena por um crime cometido em Portugal. O crime não foi divulgado. Valdir usava tornozeleira eletrônica e Rafaeli não tinha um bom relacionamento com ele.

“Ela nega que tenha chutado ele; que tinha um relacionamento ruim com o padrasto, mas os elementos dizem o contrário; dizem que ela não gostava do padrasto. Quando ela soube que a mãe não estava no sítio, era uma certeza que a mãe estaria segura”, destacou Oliveira.

Rafaeli e Jean foram indiciados por homicídio com duas qualificadoras: motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O inquérito foi concluído nessa semana, mas segundo o delegado, ainda há provas sendo produzidas em segredo de Justiça.

“Tudo leva a crer que Rafaeli induziu e instigou o marido dela a praticar o assassinato. Esse conjunto de elementos nos fez apontar a execução para Jean e a participação para Rafaeli”, concluiu o delegado.

Quem tiver informações sobre a localização do casal, pode denunciar através do número 197, da Polícia Civil ou pelo 190, da Polícia Militar.

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