Empresas negam ocultação de recursos gerados por tráfico de drogas em Rondônia

Empresas negam ocultação de recursos gerados por tráfico de drogas em Rondônia
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Três empresas citadas na Operação Dracma, da Polícia Federal (PF), negaram o envolvimento com a suposta ocultação de recursos gerados pelo tráfico de drogas. A operação aconteceu na quinta-feira (14) e mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos em três estados.

Em nota divulgada nesta sexta-feira (15), a MS Distribuidora negou a participação no esquema e diz que atua em Guajará-Mirim há 10 anos dentro da mais absoluta legalidade.

A empresa ainda ressalta: “Seu gestor maior [da MS], senhor Virgílio, é um homem probo, de conduta ilibada, e de uma formação moral sem máculas. Exemplo de cidadão, empreendedor e detentor de muitas conquistas através do trabalho sempre honesto. Ele prestou depoimento à PF e liberado. Está à disposição da Justiça para prestação de novas informações acerca do caso. A propósito, a área jurídica da empresa analisa a denúncia e estuda-a para a apresentação, no tempo certo, do documento de defesa”, diz a nota.

Segundo informa ainda a MS, a empresa diz confiar na Justiça, “reafirma sua condição de inocente e continua acreditando no progresso e desenvolvimento de Guajará-Mirim”.

Já o grupo Coimbra, também citado nas investigações, divulgou nota afirmando que não compactua com qualquer atividade ilícita.

MS Comercial, em Guajará-Mirim — Foto: Fabiano do Carmo/G1

MS Comercial, em Guajará-Mirim — Foto: Fabiano do Carmo/G1

“Trata-se de empresa idônea, atuante no mercado há mais de 20 anos, sempre prezando pela transferência , motivo pelo qual está cooperando com as investigações e, ao final, restará provado no curso do processo a inexistência dos supostos crimes imputados a seus clientes”, diz a Coimbra em nota.

O grupo Rical Alimentos, outro citada na investigação, disse ao G1 que está colaborando com as investigações da PF e ressaltou que suas atividades estão dentro da legalidade e transparência.

Operação

A Operação Dracma investiga a atuação de empresas de Rondônia na ocultação de recursos gerados pelo tráfico de drogas.

São investigados os crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas oriundas do tráfico internacional de drogas e sonegação fiscal.

Foi descoberto, durante as investigações, que as empresas se usavam irregularmente dos benefícios tributários destinados exclusivamente no livre comércio de Guajará-Mirim, cidade a cerca de 300 quilômetros de Porto Velho.

Operação apreendeu dinheiro vivo — Foto: PF/Divulgação

Operação apreendeu dinheiro vivo — Foto: PF/Divulgação

Para as empresas de grande porte, a vantagem do esquema criminoso era a apresentação ao fisco de lucro formal, além do valor efetivamente conquistado e o consequente pagamento de tributos “a menor”.

A ação está foi feita juntamente com a Receita Federal. A PF e a Receita estimam que o esquema movimentou aproximadamente R$ 2 bilhões entre 2009 e 2016, período em que foi feito a retirada irregular de mercadorias pelas empresas investigadas.

O prejuízo aos cofres públicos, pelo não recolhimento dos tributos federais, chega a R$ 300 milhões.

Segundo a PF, os intermediários do grupo criminoso recebiam entre 1% e 5% dos valores recepcionados e encaminhados à Bolívia. Isto era feito a título de remuneração.

Veja abaixo, na íntegra, as notas das empresas citadas:

Nota da MS distribuidora — Foto: Reprodução/Facebook

Nota da MS distribuidora — Foto: Reprodução/Facebook

Nota do grupo Coimbra sobre operação — Foto: Reprodução/Facebook

Nota do grupo Coimbra sobre operação — Foto: Reprodução/Facebook

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