‘É triste sair’, diz quarta família retirada de área de risco ribeirinha em Porto Velho

‘É triste sair’, diz quarta família retirada de área de risco ribeirinha em Porto Velho
rondonia forte

Mais uma família se despediu de seu lar, no bairro Balsa na margem direita do Rio Madeira, na tarde deste domingo (10). Essa é a quarta vez este ano que a Defesa Civil retira moradores de área de risco de alagamento por causa da elevação do nível do Rio Madeira. O rio ultrapassa 16 metros.

A Defesa Civil foi solicitada pelo morador Eduardo Ferreira por meio do telefone 199. Para ele é triste e difícil sair do local, mas comenta que a mudança é necessária para própria segurança e de sua esposa.

“É uma sensação triste, a gente sabe a dificuldade que tem pra sair quando enche, por isso que eu solicitei a ajuda do pessoal da Defesa Civil, mas é triste sair. A gente gosta tanto de ficar aqui, mas é o único jeito”, lamenta Eduardo.

Ele e a esposa se mudam para casa de parentes até que acabe o risco no local ou até que sua casa do programa habitacional seja entregue. Ele espera a entrega da casa há cinco anos, desde a cheia histórica do Rio Madeira em 2014.

Eduardo e esposa pediram ajuda da Defesa Civil  — Foto: Iule Vargas/ Rede Amazônica

Eduardo e esposa pediram ajuda da Defesa Civil — Foto: Iule Vargas/ Rede Amazônica

Na ação de remoção da família, a Defesa Civil deu o apoio logístico, ajudando a fazer a mudança.

“Nós estamos orientando os moradores que deixem suas coisas já prontas e encaixotadas porque o rio tá subindo de forma repentina e pode de noite ou de madrugada surpreender com a água”, disse o coordenador da Defesa Civil, Marcelo Santos.

Equipe da Defesa Civil durante mudança neste domingo (10) — Foto: Iule Vargas/ Rede Amazônica

Equipe da Defesa Civil durante mudança neste domingo (10) — Foto: Iule Vargas/ Rede Amazônica

No último domingo (3), a Defesa Civil começou a retirada de famílias de áreas ribeirinhas de risco. A dona de casa Rosângela da Silva, ao receber as notícias do alto nível do rio em 2019, lamentou ter que sair de casa mais uma vez.

“A gente fica em um beco sem saída porque eu não tenho parente. Os estranhos que ajudam a gente”, disse.

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