Conta de luz em Rondônia pode ficar mais barata com privatização da Eletrobras

Conta de luz em Rondônia pode ficar mais barata com privatização da Eletrobras
ELETROSSOL NORTE JARU Instalação energia solar

O ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, afirmou que a conta de luz deverá ficar mais barata a médio prazo com a privatização da Eletrobras.

A expectativa é de que, controlada pela iniciativa privada, a Eletrobras favoreça, a médio prazo, uma tarifa de energia mais barata.

“Com a eficiência e redução do custo, nossa estimativa é de que no médio prazo tenhamos uma conta de energia mais barata”, afirmou.

Segundo o ministro, o governo descartou incluir a Eletronuclear e a Usina Hidrelétrica de Itaipu no processo de desestatização da Eletrobras.

No caso da empresa responsável pelas usinas nucleares brasileiras, o motivo é uma questão constitucional e, no caso de Itaipu, por se tratar de usina binacional, depende de acerto com o Paraguai. As informações são da Agência Brasil.

“”Está escrito na Constituição que quem tem de ser o controlador [das usinas nucleares] é a União. A ideia não é ferir a Constituição. Já Itaipu será analisada em função dos acordos bilaterais com o Paraguai””, explicou o ministro.

A decisão de desestatizar a Eletrobras será submetida amanhã ao Conselho do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos).

A União tem 51% das ações ordinárias, que são aquelas com direito a voto.

O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Eduardo Guardia, disse que ainda não foi definido o percentual de ações que será repassado à iniciativa privada.

““Isso não será definido, por enquanto, porque temos de seguir os ritos de desestatização previsto na lei””, disse Guardia. ““E não há previsão de valores, porque a modelagem desse processo ainda não foi definida. Isso será feito posteriormente””, acrescentou, ao enfatizar que o impacto dessa desestatização não gerará receita primária, não tendo portanto relação com a questão da meta fiscal.

Segundo o secretário, há duas possibilidades em estudo, para modelagem da empresa. “A desestatização pode ser feita a partir da venda do controle ou por meio do aporte de capital acompanhado de diluição.” Caso seja adotada a segunda alternativa, o processo seria feito a partir da emissão de novas ações no mercado.

Fonte:Folha de SP

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