Com chegada do período chuvoso, usinas de Rondônia aumentam produção de energia

Com chegada do período chuvoso, usinas de Rondônia aumentam produção de energia

O fim da época de estiagem e a chegada das chuvas provenientes do inverno amazônico tem contribuído para o aumento na vazão de águas do Rio Madeira e, consequentemente, à produção de energia elétrica nas usinas hidrelétricas Jirau e Santo Antônio.

Vindo de um período de baixa produção, as usinas passam agora a reativar as turbinas das demais unidades geradoras. Elas estavam desativadas por conta da seca, que chegou ao auge em Rondônia em setembro.

Nesse tempo, a usina Santo Antônio chegou a baixa de 800 megawatts. Atualmente, já com o início do período chuvoso, a usina produz 2,3 mil megawatts da potência máxima que pode chegar a pouco mais de 3,5 mil.

Usina Santo Antônio chegou a baixa de 800 megawatts. — Foto: Marcela Ximenes/G1/Arquivo

Usina Santo Antônio chegou a baixa de 800 megawatts. — Foto: Marcela Ximenes/G1/Arquivo

Ambas as hidrelétricas possuem 50 unidades geradoras, desativadas gradativamente em período de seca para a manutenção. A interrupção dos trabalhos se estende até que a vazão do rio, que determina a quantidade de energia que se é capaz de gerar, volte a aumentar.

Em Jirau, a produção costuma atingir a capacidade máxima em meados de janeiro, quando opera com as todas as unidades. A usina chega a produzir mais de 3,7 mil megawatts, energia suficiente para atender uma população de até 40 milhões de pessoas.

Mesmo não tendo impacto direto no valor da energia, as geradoras montam um estudo prévio da capacidade de produção durante todo o ano. O objetivo é determinar o volume de energia que será produzido e estabelecer os períodos de oscilações e baixa produção. Esses estudos podem ser tanto quadrimestrais, mensais e até mesmo com revisões diárias.

Segundo o gerente de operação da Usina Hidrelétrica de Jirau, Marcelo Fonseca, a usina hoje está com 24 das 50 unidades geradores ativas. Cada uma produz uma média de 75 megawatts de energia.

“Essa geração vai aumentando até o fim do ano. Até que em janeiro a gente atinge vazão suficiente para operar com 50 unidades geradores. Permanecemos assim por em média cinco meses até as vazões começam a decrescer. Quando nós temos todas as 50 máquinas em operação e não temos mais capacidade de transformar a vasão em energia elétrica, abrimos o vertedouro e permitimos a passagem do excedente de água”, explicou Marcelo.

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