Banco da Amazônia prevê investimentos em energia solar que podem chegar a R$ 2 bilhões em Rondônia

Banco da Amazônia prevê investimentos em energia solar que podem chegar a R$ 2 bilhões em Rondônia
ELETROSSOL NORTE JARU Instalação energia solar

A possibilidade de financiamento de projetos para implantação de energia solar residencial para pessoas físicas, bem como linhas de crédito para investimento no setor produtivo em Rondônia, por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), com investimentos que ultrapassam a casa de R$ 1,7 bilhão anunciados pelo Banco da Amazônia (Basa), foram o ápice das discussões durante a assinatura do Protocolo de Intenções firmado entre o Governo do Estado e a instituição financeira, na manhã de quinta-feira, 27, com a presença do governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha, o presidente do Basa, Valdecir José dos Santos, do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Laerte Gomes, produtores rurais, empresários e parlamentares.

O presidente da instituição financeira afirmou que Rondônia e o Basa têm uma relação de muitos anos, sendo que, segundo argumentou, a instituição tem um grande volume de aplicação dentro do Estado que sempre foi pujante tanto na área rural quanto na urbana. “Essa parceria com federações visa criar um ambientes seguro para que esses recursos do FNO, que temos em abundância, possam ser aplicados no Estado gerando emprego e renda. No ano passado, foi aplicado dentro do Estado algo em torno de R$ 1,2 bilhão. Este ano foi aumentado o valor para R$ 1,7 bilhão, com objetivo de alcançar R$ 2 bilhões”, ressaltou o presidente do Basa.

Uma das novidades este ano é que o Banco da Amazônia vai financiar projetos de implantação de energia solar para pessoas físicas. As novas linhas de crédito, com recursos do FNO, eram acessadas anteriormente apenas por empresas. Com juros de 5.5% ao ano, o Banco da Amazônia espera emplacar a expansão da energia solar no Estado em residências, seguindo a tendência nacional de crescimento da produção desse tipo de energia. “O financiamento da energia solar é a novidades para este ano. Discutiremos convênios com os órgãos como o Tribunal de Justiça, a própria Assembleia Legislativa para que os funcionários possam utilizar esse financiamento com juros de FNO de 5,5 a 6 % ao ano. Depois iremos expandir para outros colaboradores, bem como para iniciava privada”, disse o presidente do banco lembrando que o financiamento para energia solar ganha forças com os problemas quanto aos valores das taxas de energia cobrados na região Norte.

O governador do Estado, coronel Marcos Rocha, disse não ter dúvidas que o Banco da Amazônia é extremamente importante e grande parceiro para o desenvolvimento de Rondônia. A parceria firmada na manhã de quinta-feira tem como principal objetivo promover ações integradas e conjuntas entre o Banco da Amazônia e o Governo em prol do desenvolvimento sustentável do Estado, através de divulgação de investimentos para este ano.

Rondônia tem apresentado um crescimento no setor produtivo e o crédito rural precisa ser aproveitado, visando garantir o desenvolvimento da atividade primária, que tanto representa na economia, na geração de emprego e renda no Estado. Um fator que tem sido a preocupação do governador do Estado é quanto à regularização fundiária. “Estamos trabalhando em Brasília com constantes discussões sobre a regularização fundiária. Temos obtido resultados positivos, conforme informações do próprio Ministério da Agricultura serão atendidos os pedidos de regularização fundiária. A expectativa é de que, até o final de março, já deve chegar a 2.500 áreas regularizadas. Um produtor, a partir do momento que consegue a regularização fundiária da sua propriedade, pode ter investimentos e financiamento”, define o governador destacando, inclusive, que a regularização fundiária vai acontecer.

O presidente do Basa, ao fazer uso da palavra, lembrou que fez sua carreira em Rondônia quando foi gerente em Porto Velho e Ariquemes e comprovou, como gestor, o grande desenvolvimento do Estado. Ele destacou o FNO que é considerado a principal fonte de recursos financeiros estáveis para o crédito de fomento da região Norte

“Sabemos da importância do Basa para o setor da economia da região. O Banco da Amazônia é uma empresa que deve permanecer e que não gera prejuízo e não gera resultados negativo para a União. Muito pelo contrário, o Basa tem feito sua parte no desenvolvimento da região. Tivemos a oportunidade de falarmos com os deputados e todos são unânimes em afirmar que várias cidades do Estado sem o recurso do FNO não seriam o que são hoje. Lembro-me muito bem de como o Basa estimulou o desenvolvimento da região. Nunca o Basa foi citado por irregularidades e má gestão. Sempre conduzimos com muita seriedade, ou seja, uma instituição financeira de desenvolvimento”, concluiu o presidente do Basa.

Fonte:SECOM

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