Aumento em conta de energia elétrica chega a 31% em alguns domicílios de RO

Aumento em conta de energia elétrica chega a 31% em alguns domicílios de RO

Quando soube do aumento de 24,75% na tarifa de energia elétrica, a família do estudante Matheus Gomes não imaginava que a surpresa no mês seguinte iria causar tanto impacto no orçamento familiar.

Após decisões e reversões na Justiça, o aumento foi mantido. Com isso, a família de quatro pessoas terá de pagar em fevereiro mais de R$ 470 em consumo de energia elétrica. É como se cada membro da casa consumisse mais de R$ 100 em energia elétrica em apenas um mês.

A situação da família é o retrato de várias no estado de Rondônia. O começo de ano, conhecido pela chegada de impostos e tributos, agora se tornou mais difícil com o aumento significativo na conta de luz de moradores e empresários do estado.

“Fica difícil pra quem recebe, por exemplo, um salário mínimo, pois vai comprometer metade dos ganhos. Quem recebe menos vai gastar mais. Nos foi dito que quando privatizassem (a distribuidora de energia) iria melhorar, mas mesmo economizando parece que acabamos pagando mais”, acredita o estudante.

Mateus desabafou em rede social  — Foto: Reprodução/ Redes Sociais Mateus desabafou em rede social  — Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Mateus desabafou em rede social — Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Na tentativa de compreender o susto, a família se debruça em meio a contas matemáticas para mensurar o aumento. Descontando tributos como o ICMS/PIS/CONFINS, que variam mensalmente, além da taxa de contribuição de iluminação, a família concluiu que o aumento na conta está relacionado com o aumento na cobrança do Kwh (kilowatt hora).

Isso porque o Kwh antes do reajuste estava cotado a R$ 0,64 e passou para R$ 0,84. No entanto, ao levar em conta esses valores o aumento é de 31,25%, contrapondo aos 24,75% prometidos.

É o que confirma também o economista Otacílio Moreira. Segundo ele, o reajuste corresponde aos custos da Parcela A.

“Essa parcela foge do controle da concessionária e ela só repassa esses custos aos consumidores. Foi anunciado em 25,34% (efeito médio sobre o consumidor) e não foi bem assim. O aumento foi superior a 31% e é essa informação cruzada que a Energisa tem que explicar pois o aumento autorizado foi um e o praticado foi outro para todas as classes de consumo”, explica o economista.

A Energisa afirma que irá se manifestar sobre o assunto em nota, mas até a publicação desta matéria não repassou ao G1.

Comentários