As taxas dos Detrans de Rondônia e outros estados tiram tudo oque podem do bolso dos proprietários de veículos

As taxas dos Detrans de Rondônia e outros estados tiram tudo oque podem do bolso dos proprietários de veículos

Compare: o primeiro emplacamento de um carro em Rondônia, valor cobrado pelo nosso Detran, é de 359 reais e 76 centavos. Estão aí incluídos a vistoria, a emissão da CRV, o lacre da placa com tarjeta e autorização para confecção de placas e tarjetas. Ou seja, você tem que pagar taxa e mais taxa para poder rodar com seu carro novo. Quase 360 reais. Mas se você fosse do Amapá, esse valor cairia quase três vezes. Ao invés dessa grana toda, para o mesmo serviço, o Detran de lá lhe cobraria exatos 125 reais e 84 centavos para emplacamento sem alienação e 140 reais e 83 centavos para licenciamento com alienação. No Acre, aqui pertinho, essa serviço idêntico sairia por 142 reais. Tem alguma explicação lógica essa diferença absurda? Mas no Amazonas, o emplacamento de carro novo custa exatos 71 reais e 67 centavos. Basta pesquisar na internet que os números estão lá, disponíveis. Ora, baseado em que, Rondônia cobra esse valor exorbitante, quando o amazonense paga cinco vezes menos? Esse custo, nos quatro estados, não incluem o preço das placas, que o pobre coitado proprietário do veículo tem que pagar em separado. Elas podem custar entre 150 e 90 reais (em Rondônia é 180), mas quando for implantada a placa do Mercosul, o preço saltará para 390 reais em todo o país. Uma vergonha! Outra diferença assustadora. A primeira habilitação em Rondônia custa 325 reais e 13 centavos para uma categoria e 395 reais e 81 centavos para duas, apenas nos custos pagos só para o Detran. Afora todos os demais custos, que acabam elevando o preço final para até mais de 2 mil reais (auto escolas, aulas práticas, simuladores, exames médicos e etc…). O Detran do Acre cobra taxa de 315 reais, excluindo também taxas e exames médicos. Se você tiver seu veículo apreendido, em Rondônia vai gastar uma grana preta para liberar: a liberação, 108 reais e 85 centavos; Taxa diária de permanência (11,31 reais por dia) para veículo pequeno, ou seja, motos e 24,03 para veículo médio, automóvel e camionetas. No Amapá, só para comparar o dono do veículo paga uma taxa diária de 6 reais e 50 centavos para motos e 13 reais para carros. No Acre, a diária da apreensão é de 5 reis e 30 centavos para motos; 8 reais e 84 centavos para carros. Por que se paga aqui três vezes mais do que o maior preço da região norte? Ninguém sabe. Uma vistoria simples de veículo custa entre 120 e 150 reais na terceirizada e mais 54 reais e 42 centavos para o Detran homologar. Doentio, não é? Ou seja, você paga mais uma taxa para o Detran validar a inspeção feita por uma empresa que o próprio Detran credenciou. Vergonha!

A Assembleia Legislativa quer saltar para o lado da população. O novo presidente, Laerte Gomes, já avisou que o parlamento vai exigir a abertura da caixa preta e pode até criar uma CPI. Seria ótimo se deputados do Amazonas, Acre, Amapá, Pará e outros Estados fizessem o mesmo. O Brasil está mesmo mudando? Enquanto a exploração do contribuinte for mantida, não se pode falar em mudanças reais…

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