Aplicativo criado em Rondônia para identificar Transtorno do Déficit de Atenção pode atender 400 mil pessoas

Aplicativo criado em Rondônia para identificar Transtorno do Déficit de Atenção pode atender 400 mil pessoas

O aplicativo TDAHMENTE, idealizado por alunos do Instituto Estadual Carmela Dutra e coordenado pela Superintendência do Estado para Resultados (EpR), pode alcançar 400 mil pessoas em parceria com a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA). O app já tem mais de 5 mil downloads.

A parceria entre os criadores do aplicativo e a associação foi realizada ainda na construção do projeto. Na segunda-feira (19), em capacitação de profissionais da área educacional de Porto Velho e do estado de Rondônia, foi informado que o app no site da ABDA, além de alcançar todo o seu público, poderá ainda ter uma versão no idioma Espanhol. De acordo com Cleiton Araújo, coordenador do app, “o foco da capacitação é para os profissionais da educação identificar os alunos em sala”.

TDAHMENTE foi criado para ajudar professores a diagnosticar alunos com o déficit, mas não impede que pais e as próprias crianças e adolescentes possam fazer uso do app.

A capacitação em Porto Velho atendeu cerca de 200 profissionais e alunos. Daniela Mendes de Souza, pedagoga, diz que o app é muito importante para ajudar os professores a identificar e encaminhar os alunos para o médico. “É o médico que dá o diagnóstico, a gente como profissional só analisa e encaminha” fala.

“Já presenciei alunos com TDAH, e percebi que eles têm muitas dificuldades em se concentrar nas aulas. No aplicativo, os usuários podem ver todas as informações, causas e sintomas e qual profissionais devem procurar. Ainda possui jogos, músicas e a interação que auxilia alunos na concentração” explica Daniela.

Segundo o superintendente da EpR, Ricardo Fávaro, em 2019, professores de diversos municípios no interior do estado serão capacitados. “Outro objetivo é despertar o autoconhecimento sobre TDAH nos usuários”, complementa.

Participaram do método de capacitação Laura Christina Souza Dantas, os médicos psiquiatras Robinson Machado e Daniel Segenreich. A psicóloga Iane Kestelmann e os desenvolvedores do aplicativo.

Fonte:Secom

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