Temer se reúne nesta terça com empresários em novo esforço para aprovar reforma da Previdência este ano

Temer se reúne nesta terça com empresários em novo esforço para aprovar reforma da Previdência este ano

m mais um esforço para aprovar ainda este ano a reforma da Previdência na Câmara, o presidente Michel Temer se reúne, nesta terça-feira (12), com lideranças empresariais. De acordo com o blog do Valdo Cruz, no encontro, mais de 150 lideranças empresariais deverão manifestar apoio à reforma. O grupo quer conversar com deputados para que a proposta seja votada logo.

Ainda segundo o blog, entre as entidades que confirmaram presença estão a CNI (Confederação Nacional da Indústria), Fiesp (Federação da Indústria do Estado de São Paulo), Fierj (Federação da Indústria do Estado do Rio de Janeiro), CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil) e a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

Temer disse no domingo que ainda via possibilidade de a reforma ser votada neste ano, mas que também havia chance de o tema ficar para 2018.

Em outra frente, Temer pressiona ministros pela liberação de recursos aos parlamentares numa tentativa de angariar votos. De acordo com o blog da Andréia Sadi, o presidente pediu aos ministros Alexandre Baldy (Cidades), Helder Barbalho (Integração Nacional) e Dyogo Oliveira (Planejamento) que acelerem as pendências relacionadas às respectivas pastas para atender aos parlamentares.

Na semana passada, em evento da indústria química em São Paulo, o presidente Michel Temer pediu apoio aos empresários para convocar deputados ligados ao setor para votarem a favor da reforma.

Solicitou aos empresários que façam uma “força-tarefa” e liguem para os deputados pedindo votos. “É preciso que os senhores saiam a campo: conhece um deputado, liga para ele”, defendeu. “Faz uma força-tarefa”, disse.

Temer ressaltou que a reforma interessa especialmente ao setor empresarial. “Com toda franqueza, vejo os amigos empresários, a quem realmente interessa a reforma da Previdência, nos dizendo ‘nós somos a favor’. Mas mais do que a favor, eu gostaria de pedir a vocês: saiam em uma frente de trabalho. Porque nós temos nesta semana, marcado agora para 18 ou 19, a votação. Os senhores todos que tiverem contato com os colegas, amigos deputados, senadores, que tanto ajudaram o governo, podem convencer desses argumentos”, afirmou o presidente.

Nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que há “uma grande possibilidade” de que a discussão sobre a reforma da Previdência comece nesta quinta-feira (14) no Congresso e que a proposta seja votada na Câmara na semana que vem.

“Nesta quinta as chances (de votar) não são elevadas. Existem, mas são baixas. Agora existe uma grande possibilidade de iniciar-se a discussão formal e ser votada na próxima semana”, disse.

Mais cedo, na segunda-feira, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia,chegou a afirmar que havia dificuldade em votar a reforma ainda neste ano. Meirelles comentou a declaração do deputado e disse que “compete a ele ser realista como todos nós”.

Recesso

O governo corre contra o tempo para conquistar os votos que ainda faltam. O recesso parlamentar no Congresso começa oficialmente no dia 22 de dezembro e vai até fevereiro.

Votar a Previdência em 2018 é considerado mais difícil, por se tratar de um ano eleitoral. Além de precisar de 308 votos dos 513 deputados em dois turnos na Câmara, o texto ainda precisa passar pelo Senado. O governo teria uma vitória se o tema precisasse ser analisado só pelo Senado em 2018.

Proposta em análise

Buscando facilitar a aprovação da reforma, o governo apresentou recentemente uma nova versão da proposta, mais enxuta, que estabelece um tempo mínimo de contribuição 10 anos menor para trabalhadores do INSS em relação aos servidores públicos e poupa todos os trabalhadores rurais.

A proposta ainda está em discussão e deve passar por votações no Congresso. Por promover uma mudança na Constituição, ela só entra em vigor se for aprovada por pelo menos 308 deputados em dois turnos de votação na Câmara e mais em dois turnos no Senado.

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