Surto de caxumba suspende visitas em presidio que esta Natan Donadon

Surto de caxumba suspende visitas em presidio que esta Natan Donadon

papudaO governo do Distrito Federal suspendeu visitas ao longo desta semana a presidiários de alas do Centro de Detenção Provisória e do Centro de Internamento e Reeducação, no Complexo Penitenciário da Papuda, após registrar 74 casos da doença nas unidades. De acordo com a Secretaria de Justiça, a medida é preventiva e tem a intenção de controlar o surto no local.

A caxumba é uma doença provocada por um vírus da família paramyxovirus, caracterizada principalmente pelo inchaço das glândulas que produzem saliva que ficam nas laterais do pescoço, abaixo da mandíbula. De acordo com o GDF, 69 detentos de três alas do Bloco I do Centro de Detenção Provisória foram diagnosticados na primeira semana de fevereiro. No Centro de Internamento e Reeducação, os registros ocorreram em quatro internos e uma servidora.

Até agora, 1,3 mil pessoas foram vacinadas no CDP – incluindo todos os presos no Bloco I. No CIR, 320 doses foram administradas nas alas em que houve a doença. A pasta também mantém de plantão um médico e enfermeiros nos locais. Se houver emergência em horários não cobertos pela equipe de saúde, o presídio deverá transportar os pacientes para os hospitais regionais da Asa Norte e Paranoá ou Base.

A Papuda tem 14 mil detentos e abriga cinco dos seis presídios do DF: Feminino, Penitenciárias I e II, Centro de Detenção Provisória e Centro de Internação e Reeducação. Entre os presidiários estão o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato e o ex-deputado Natan Donadon.

Visitas
A suspensão das visitas no Centro de Detenção Provisória vale para as alas B e E do Bloco I. O atendimento de oficiais de justiça e de policiais em situação de oitiva também estão suspensos. As visitas de advogados, porém, por não terem contato direto com os internos, não sofrerão alterações.

No Centro de Internamento e Reeducação, as visitas familiares a internos do Pátio 4 – Pavilhão S, que ocorrem às quartas-feiras, do Pátio 1 – Pavilhões H e L e do Pátio 3 – Pavilhões B e F, agendados às quintas-feiras, também estão suspensas. Atendimentos de oficiais de justiça e de policiais em situação de oitiva aos internos dos pavilhões listados e do Pavilhão Disciplinar também estão interrompidos.

As visitas de advogados foram interrompidas para todos os internos do CIR. Segundo a Secretaria de Justiça, casos específicos serão levados à direção do estabelecimento.
“As medidas estão sendo tomadas pela área técnica. Os internos estão sendo vacinados e os doentes tratados”, explica o coordenador-geral da Subsecretaria do Sistema Penitenciário, Richard Moreira. “É importante que os familiares e a população entendam que a suspensão das visitas é protetiva para todos, pois é uma doença infecciosa.”

Outros procedimentos
Além da vacinação e da suspensão de visitas, outras medidas de controle e prevenção estão sendo tomadas. A recomendação é de que o Bloco I do CDP e alas atingidas do CIR sejam isolados por dez dias, contados a partir do último caso identificado da doença. Internos que apresentam sintomas da doença não poderão circular fora dos centros por um período de 30 dias.

Todos os servidores da segurança lotados no Complexo Penitenciário da Papuda serão vacinados. A medida se estende a agentes de escoltas de todo o Sistema Penitenciário do DF.

Os detentos que chegam ao complexo, trazidos da Divisão de Controle e Custódia de Presos da Polícia Civil, passarão por acolhimento, triagem e, caso não se identifiquem sintomas, serão encaminhados para o CDP, excluindo o Bloco I, que não receberá novos detentos. Caso algum novo interno tenha a doença identificada na triagem, será encaminhado para as alas onde há o isolamento.

Ainda de acordo com as pastas, familiares, advogados e servidores devem ser instruídos sobre os sintomas da caxumba e o atendimento nas unidades de saúde do DF. Os agentes de segurança também deverão comunicar aos responsáveis no Complexo da Papuda caso haja indícios da doença neles ou em pessoas próximas.

Existe ainda um caso isolado da doença no Centro de Progressão Penitenciária, no SIA. A Secretaria de Justiça disse que o interno infectado não foi transferido recentemente da Papuda. Não há casos em outros presídios do Distrito Federal.