Poços de Ouro Preto tem água contaminada e imprópria para consumo humano

O trabalho da Prefeitura de Ouro Preto do Oeste é feito pela coordenadoria de Vigilância Sanitária e meio Ambiente da Secretaria Municipal de Saúde (SEMSAU), através do programa de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (VIGIÁGUA/SISAGUA), e tem o objetivo de reduzir a morbi-mortalidade por doenças e agravos de transmissão hídrica, por meio de ações de vigilância sistemática da qualidade da água consumida pela população. O levantamento acontece em todos os pólos, e no sistema de abastecimento de água da Companhia de Águas e Esgotos (Caerd), visando analisar o grau de potabildade dessa água consumida.
Joelmir Araújo, coordenador de vigilância Sanitária e de meio ambiente da SEMSAU, revela que a situação é grave e tem grande percentual de poços em Ouro Preto do Oeste, onde foram coletadas amostras para exame, contaminados com Etamoeba coli, parasita conhecido por Ameba. Os exames que constatam a contaminação foram realizados no Laboratório Central (Lacen) em Porto Velho.
O coordenador retrata que, a realidade hoje apresenta uma parcela da população que consome água de poços localizados próximos a fossas sépticas a uma distância que permite a contaminação da água utilizada nessas residências para lavar e preparar alimentos, e também para beber. O setor onde foram identificados mais poços contaminados é dos bairros do Jardim Aeroporto, que tem a particularidade de possuir lotes urbanos em tamanhos menores, encurtando a distância entre o poço e a fossa, favorecendo a contaminação da água.
O próximo passo a ser dado pela Secretaria Municipal de Saúde será o de enviar às residências com poços afetados o pessoal da vigilância epidemiológica, com técnicos da Funasa, que irão analisar o sistema do poço, distância de fossa, e verificar se pode ser feito o tratamento. “Caso não consigam eliminar a contaminação mesmo após o tratamento da água, esse poço será interditado”, antecipa Joelmir.
Com este trabalho, a prefeitura de Ouro Preto do Oeste pretende reduzir as enfermidades ocasionadas pelo consumo de água contaminada buscando a melhoria das condições sanitárias das formas de abastecimento de água para consumo humano.

Fonte: RONDONIAGORA