Jaru: Mesmo com dívida que ultrapassa R$ 50 milhões, prefeito destaca em coletiva, otimismo para ações em sua gestão

Jaru: Mesmo com dívida que ultrapassa R$ 50 milhões, prefeito destaca em coletiva, otimismo para ações em sua gestão

 

Em entrevista coletiva concedida à imprensa na tarde desta terça feira (07), o prefeito João Gonçalves Júnior, acompanhado de membros de sua equipe administrativa, expôs de forma detalhada a situação financeira do município, apresentando também um balanço das ações realizadas nestes 37 dias de gestão.

Para o prefeito João Gonçalves, é importante a interação direta com os profissionais da comunicação como forma de levar até a sociedade o respeito e a transparência em seu governo, propondo para que todos trabalharem com um objetivo em comum, iniciando uma mudança na forma de divulgar a imagem do município.

Segundo o prefeito neste primeiro mês de administração foi focado nos trabalhos administrativos internos, como reorganização e até mesmo simples limpezas extremamente necessária para o bom andamento dos órgãos públicos, na oportunidade o prefeito afirmou que a organização é o princípio de tudo.

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Finanças

 

Dados contidos em um relatório financeiro da Prefeitura Municipal foi apresentado, o que simplesmente reafirmou informações recorrentes sobre condições econômica do Executivo Municipal. 

A atualmente a divida do município de Jaru contraída com a Eletrobrás, Jaru-Previ, INSS, precatórios, processos judiciais e consórcio Cisan, entre outros, durante varias administrações, somam um montante de R$ 51.773.493,75 e de acordo com a controladora interna, Sônia Ferreira, se por ventura o munícipio recebesse todas as contas já lançadas em divida ativa, não passaria dos R$ 30 Milhões, ela classificou a situação como “calamidade financeira”.

Segundo a controladora, hoje a média de arrecadação do município é de R$ 4 milhões e as despesas de R$ 5,4 milhões. Um déficit de 1,4 milhões.

O coordenador geral de receita, Maciel Soares frisou que atualmente é arrecadado cerca de R$ 1 milhão em receita própria, e os repasses estaduais e federais diminuíram. Maciel acredita que a sociedade dará a contrapartida para melhorar o “fluxo em caixa” na medida que os investimentos públicos no município forem aparecendo. “A arrecadação proveniente de impostos se elevará assim que o cidadão ver o recurso sendo corretamente investido”, afirmou ele. Veja abaixo os dados detalhados no relatório de finanças.

Apesar dos números não serem muito satisfatório, o prefeito minimizou a situação destacando que já era esperado encontrar o município desta forma, no entanto salientou ser possível fazer “muito com pouco”, projetando o inicio de uma reversão após um ano de administração.

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Sobre o IPTU, houve realmente um aumento? De quanto foi?

 

Em relação ao Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) a equipe de governo explicou que na verdade houve uma atualização da planta do valor venal dos imóveis, o que resultou em acréscimo para uns e até diminuição do valor do IPTU para outros, “antes alguns imóveis pagavam impostos sobre valores bem inferiores ao seu valor de mercado, e hoje atendendo até mesmo recomendação do Tribunal de Contas, adequamos esta situação” destacou a equipe.  

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Porque paralisaram as obras da creche de Tarilândia?

 

João respondeu que antes de realizar uma obra como aquela, o primeiro passo a ser tomado é um estudo de viabilidade e demanda, para evitar conflitantes gastos públicos, “construir e fácil o difícil é manter o custo operacional daquela unidade”, esclarecendo que o Governo Federal designou para a localidade a construção de uma creche tipo A, para comportar 370 alunos, sendo que o estudo de viabilidade aponta a necessidade de uma creche tipo C, para 100 alunos, ou seja, não houve critério e responsabilidade para emprego do beneficio, o que resultara em prejuízos para prefeitura que terá que arcar com as despesas mensais da unidade.

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Quanto aos loteamentos, como fica o caso do novo embargo do Orleans?

 

O prefeito ressaltou que neste momento o poder público tem outras prioridades para serem atendidas, considerando que a atual situação está a cargo do Ministério Público junto às empresas proprietárias dos loteamentos, o município não está apto a intervir.

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A Promessa de 100% de pavimentação será cumprida?

 

João esclareceu que não foi uma promessa, mas sim uma meta, a qual ele esta otimista em atender mediante o compromisso do Governador Confúcio Moura.

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Se não há dinheiro, como acontecerão os investimentos?

 

O prefeito destacou que a organização interna e a execução de sua ideologia: “fazer muito com pouco”, e é claro com ajuda dos dois deputados do município, Governador e demais gestores públicos compromissados com o município, será possível angariar recursos para promover o desenvolvimento que Jaru necessita.

 

Também participaram da coletiva, o vice-prefeito Jeverson Lima, o coordenador jurídico Marcelo Veras, e a contadora Ruth Machado de Oliveira.

 

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