JARU: Defesa Civil alerta sobre possível cheia do Rio Jaru

JARU: Defesa Civil alerta sobre possível cheia do Rio Jaru

A Defesa Civil do Município, emitiu um plano de contingência após o principal rio do município atingir a marca de sete metros de profundidade na última quinta-feira (21). Na manhã desta sexta-feira (22) o rio Jaru avançou para a marca de 8,10 metros, ficando a menos de um metro do nível de transbordamento.

Para tentar reduzir prejuízos semelhantes aos registrados na cheia histórica de 2016, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Câmara de Vereadores, Ministério Público e Igrejas receberam cópias do plano de ação com informações para a retirada emergencial de famílias das áreas alagadas, caso seja necessário.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Jaru, Zeferino Rodrigues, a previsão é de 125 milimetros de chuva até o final do ano na região, com base nos dados da estação pluviométrica do município. O coordenador explicou que se o volume de chuva for grande na cabeceira do rio, a Defesa Civil vai emitir um alerta.

“O rio Jaru nasce perto da serra de Mirante da Serra [município de Rondônia, distante 98 quilometros de Jaru], de lá pra cá são vários rios que formam essa grande bacia hidrográfica. Caso as chuvas atinjam toda a bacia, não temos dúvidas de que teremos um evento de grandes proporções” disse Zeferino.

Atualmente são 640 famílias em situação de risco próximas ao rio Jaru. A Defesa Civil esclareceu que se houver risco de uma enchente o alerta será dado através de comunicados em emissoras de rádio e TV, além de um carro de som que será designado para ir aos locais de risco, avisando da necessidade de retirada das famílias e seus pertences.

Rio Jaru transborda quando atinge 9 metros (Foto: Rinaldo Moreira/ Rede Amazônica)Rio Jaru transborda quando atinge 9 metros (Foto: Rinaldo Moreira/ Rede Amazônica)

Rio Jaru transborda quando atinge 9 metros (Foto: Rinaldo Moreira/ Rede Amazônica)

Cheia Histórica e medo

No início de 2016 o nível do rio Jaru atingiu a marca histórica de 11 metros de profundidade, deixando centenas de famílias desabrigadas. A possibilidade de uma nova inundação preocupa algumas famílias que tiveram que sair de suas residências, entre elas a da servidora pública Edite Anunciação Macedo. “Agora quando a gente vê uma chuva já fica assustada e pede para Deus não deixar o rio subir” expõe a servidora.

 

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