Desemprego fica em 9% no trimestre até outubro e tem maior taxa da série

Desemprego fica em 9% no trimestre até outubro e tem maior taxa da série

A taxa de desemprego ficou em 9% no trimestre encerrado em outubro de 2015, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa foi a maior taxa da série histórica, iniciada em 2012.

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No trimestre encerrado em julho, a taxa havia atingido 8,6% e no período de agosto a outubro de 2014, chegou a 6,6%.

 

A população desocupada chegou a a 9,1 milhões de pessoas. Isso representa um aumento de 5,3% em relação ao trimestre de maio a julho e de 38,3% em comparação com o mesmo período de 2014.

 

Por outro lado, a população ocupada atingiu 92,3 milhões de pessoas e mostrou estabilidade nas comparações mensal e anual.

 

Reflexo da deterioração do mercado de trabalho no período, o número de empregados com carteira assinada recuou 1% na comparação com o trimestre anterior (encerrado em julho) e  3,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Pessoas preenchendo fichas de emprego em São Paulo (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)
Pessoas preenchendo fichas de emprego em São Paulo (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)

Com a redução da oferta de trabalho, o número de empregadores e trabalhadores por conta própria cresceu: 5,7% e 4,2%, respectivamente, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Em relação ao trimestre de maio a julho de 2015, o número de trabalhadores na indústria geral caiu 2,6%. Frente ao mesmo período de 2014, o recuo foi bem maior, de 5,6%. Por outro lado, os grupamentos referentes ao comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas cresceu 2,3%, bem como transporte, armazenagem e correio (4,6%) e alojamento e alimentação (4,7%).

Renda
O rendimento médio dos trabalhadores sofreu redução de aproximadamente 1% em ambas as comparações, ficando em R$ 1.895 de agosto a outubro.

No caso do trabalhador doméstico e o conta própria, os rendimentos caíram 2,4% e 5,2%, respectivamente. No salário das outras categorias, não houve mudança significativa de valores, de acordo com o IBGE.

G1