Depois de retirar gaze esquecida na barriga, mulher continua na UTI

Depois de retirar gaze esquecida na barriga, mulher continua na UTI

Sem apresentar melhoras e depois de passar por uma cirurgia para a retirada de uma compressa de gaze esquecida na sua barriga pelos médicos, a mulher de 35 anos internada após uma cesariana, continua há dez dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base Dr. Ari Pinheiro em Porto Velho.

No dia 27 de julho ela passou por uma cirurgia de emergência para a retirada de um ‘corpo estranho’ do abdômen. Segundo denúncia da família, era uma compressa de gaze esquecida pelos próprios médicos após ela ter passado por uma cesária no dia 19 de julho. O recém-nascido já recebeu alta e está em casa com a família.

De acordo com o pai, a paciente não saiu da UTI desde que foi realizada a cirurgia para a retirada do ‘corpo estranho’. Ele conta que chegou a conversar com a filha, mas como ela está entubada desde segunda-feira (1º), parou de falar com a família.

O pai conta que os médicos disseram a ele que a filha sairia da UTI e seguiria para o quarto. “Na segunda (1°) recebi a informação que ela estava entubada e respirando com ajuda de aparelhos e que os rins dela estão lentos, mas antes dessa cesárea mal feita minha filha era 100% sadia. Nós conversamos na quinta (29) e ela até estava melhor”, conta.

Para o pai, o ocorrido foi uma irresponsabilidade “Eu chamo o que eles esqueceram de fralda, pois essa compressa de gaze é muito grande, como a pessoa pode ser tão irresponsável? Minha filha está pagando pelo erro deles. Já percebemos que a barriga continua inchada, como se ela ainda estivesse grávida, vou pedir novos exames para saber o que ela tem”, desabafa.

A mãe da mulher internada disse ao G1 que a filha segue entubada. “Fiquei oito dias com ela, até precisar se entubada, descobrimos também que a gaze estava entre o fígado, o rim e parte da costela. Temos quase certeza que a culpa é desse pano”, disse a mulher.

A família já registrou boletim de ocorrência e denunciou os médicos responsáveis pela cirurgia no Conselho Regional de Medicina (Cremero) na última sexta-feira (29).

O Cremero informou ao G1 que após a denúncia, uma sindicância foi aberta para investigar o caso, mas o processo correrá em sigilo até o dia do julgamento. O G1 entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), mas até a publicação deste matéria não obtivemos respostas sobre o estado da paciente e sobre os procedimentos com relação ao que ocorrerá à equipe médica caso fique provado o erro médico.

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