Ações na Ásia recuam com temores sobre bancos e pessimismo global

Ações na Ásia recuam com temores sobre bancos e pessimismo global

As ações asiáticas caíram pela sexta sessão seguida nesta sexta-feira (12) com preocupações sobre a saúde dos bancos europeus ameaçando a economia global, já sob pressão dos preços do petróleo e da desaceleração da China e outros mercados emergentes.

 

MERCADO FINANCEIRO

Às 7:43 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão caía 0,63%.

O índice Nikkei do Japão recuou 4,8% e tocou uma mínima de 15 meses, fechando a semana com perdas de cerca de 11%, com a maioria dos investidores sendo pegos de surpresa nesta semana pela forte apreciação do iene.

As ações financeiras lideraram as perdas na Austrália e Hong Kong, apesar dos declínios ainda serem modestos comparadas a seus pares na Europa e nos Estados Unidos.

“Fomos atingidos por uma sequência de notícias ruins desde que o ano começou, e creio que os mercados vão continuar incertos no curto prazo até que as ações bancárias globais se estabilizem”, disse o gestor de portfólio do East Capital Asia Francois Perrin.

Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 4,84%, a 14.952 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,22%, a 18.319 pontos. Em Xangai, o índice SSEC não abriu para negócios. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, permaneceu fechado. Em Seul, o índice Kospi teve desvalorização de 1,41%, a 1.835 pontos. Em Taiwan, o índice Taiex não teve operações. Em Cingapura, o índice Straits Times valorizou-se 0,07%, a 2.539 pontos. Em Sydney, o índice S&P/ASX 200 recuou 1,16%, a 4.765 pontos.

Europa
Já as ações europeias se recuperavam com força nesta sexta das fortes perdas da sessão anterior, com os resultados positivos do banco alemão Commerzbank e a alta dos preços do petróleo ajudando as ações relacionadas a commodities e bancos a retomarem terreno.

Às 8h03 (horário de Brasília), o índice das principais ações europeias FTSEurofirst 300 tinha alta de 1,91%, a 1.218 pontos, após fechar em queda de 3,7% na quinta-feira (11), quando um tombo dos bancos e das ações relacionadas a matérias-primeiras empurraram o índice para a mínima de dois anos e meio.

Ações de grandes bancos europeus, afetadas por uma lista sem fim de preocupações de investidores, estão passando por uma onda de vendas mais brutal que a registrada durante a crise internacional de 2008.