A crise econômica é real, mas o que importa é o Carnaval

A crise econômica é real, mas o que importa é o Carnaval

Um dos assuntos comentados em todos os segmentos da sociedade, mais entre os políticos é que este ano será muito difícil econômica e financeiramente. E estão cobertos de razão, pois a crise mundial, no setor, que a presidente Dilma disse ser apenas “uma marolinha” é uma onda gigantesca, quiçá um tsunami.

Mesmo com a previsão das dificuldades o Brasil praticamente mantém sua rotina. Nada mudou e muito pouco foi – e está – sendo feito para enfrentar as dificuldades previstas para este ano, para amenizar a crise que afeta diretamente o bolso do cidadão.

Congresso Nacional, Assembleias Legislativas, Câmaras de Vereadores estão de recesso desde dezembro. É normal, sim, mas estamos convivendo com uma séria crise econômica e acreditamos que o Poder Público deveria estar mais empenhado, numa força-tarefa, para enfrentar as dificuldades atuais e as que ainda virão.

Mesmo com o quadro econômico caótico, fato comprovado nas vendas de final de ano, que ficaram muito aquém do esperado; da queda nas vendas de carros novos, do aumento das demissões no setor industrial e PIB nacional praticamente zerado, sinônimos de crise econômica a preocupação maior da maioria dos brasileiros, hoje, é com o Carnaval de fevereiro próximo.

Não é o caso de acabar com a Folia de Momo. Mas de buscar um caminho mais seguro para recuperação e consolidação da economia nacional. A crise é real e mesmo em Rondônia, que teve PIB acima de 5% em 2015 ela é notória com reflexos no comércio, na agricultura, na pecuária, no funcionalismo público e até no profissional liberal, que sentiu diretamente a falta de dinheiro circulando.

Como teremos eleições este ano (prefeito e vereador) em outubro próximo, provavelmente mais dinheiro estará girando, apesar das restrições como a proibição de pessoas jurídicas (empresas) doarem recursos financeiros para a campanha política. Na realidade o futuro preocupa.

Em final/início de ano, devido à circulação maior de dinheiro (13º, antecipação do pagamento de dezembro, etc.) a economia sempre melhora. A situação não é diferente no período atual, guardadas as devidas proporções, pois o movimento financeiro foi menor.

O que preocupa é a inércia dos políticos. O governo federal, em parceria com os estaduais e municipais deveriam promover um encontro emergencial de lideranças para programar o ano, que é diferenciado e exige medidas controladoras mais eficazes. Esperar para ver o que ocorrerá não é o caminho ideal.

Que os políticos acordem!